EMPREGOS
Teresinha Ferreira
29 de agosto de 2026 às 00:55 ▪ Atualizado há 1 hora
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, informou a criação de 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho. Esse indicador resulta da diferença entre admissões e desligamentos.
O número representa uma redução de 57,3% em relação a junho, que registrou 137.044 novas vagas. Na comparação anual, houve uma queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando 133.932 empregos foram gerados.
Considerando os meses de julho desde 2020, este ano apresentou o menor resultado na série histórica do Caged. A modificação na metodologia do indicador impede comparações com períodos anteriores a 2020.
No acumulado de janeiro a julho, houve uma queda de 20,9% na oferta de vagas formais, com 972.203 postos registrados em 2026, contra 1.229.107 no mesmo período de um ano antes.
Quatro dos cinco setores econômicos pesquisados apresentaram saldo positivo em julho. Serviços liderou com a criação de 24.098 empregos, seguido por construção civil (+12.691), agropecuária (+12.523) e indústria (+11.315). O setor de comércio foi o único a registrar saldo negativo, com a perda de 8.114 postos.
Na análise regional, apenas o Sul apresentou retração com a eliminação de 628 vagas formais. As demais regiões tiveram saldo positivo: Sudeste (+21.668), Nordeste (+18.973), Centro-Oeste (+9.943) e Norte (+8.375).
Entre as unidades da federação, 22 registraram saldos positivos. Os destaques foram São Paulo (+17.814), Mato Grosso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199), enquanto Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal tiveram redução no número de empregos formais.
Com esse desempenho, o total de trabalhadores com carteira assinada alcançou 48.082.866 em julho, representando um aumento de 0,12% em relação a junho e 1,02% comparado ao mesmo mês no ano anterior.
Fonte: Agência Brasil
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