EMPREGOS FORMAIS EM ALTA
Teresinha Ferreira
30 de setembro de 2026 às 00:56 ▪ Atualizado há 38 minutos
O Brasil criou 165.827 empregos formais em agosto, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. O indicador reflete a diferença entre contratações e demissões no mês.
Esse saldo é 183,1% superior ao de julho, quando foram gerados 58.568 postos de trabalho. Em comparação com agosto do ano passado, houve um crescimento de 7,2% na criação de empregos, mesmo frente a desafios como juros altos e desaceleração econômica. Em agosto de 2025, foram criados 154.683 empregos.
Entre janeiro e agosto, o acumulado de vagas formais apresentou uma redução de 25,2%. O Caged contabilizou 1.134.033 vagas em 2026, contra 1.516.881 no mesmo período de 2025. As revisões de dados incluem declarações entregues em atraso.
Todos os setores pesquisados criaram empregos em agosto, com destaque para serviços, que adicionou 110.346 postos. Construção civil, indústria, comércio e agropecuária também tiveram saldos positivos.
Nos serviços, a educação impulsionou o crescimento com 25.416 vagas. Na construção, os serviços especializados contribuíram com 8.415 empregos. Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios gerou 10.171 postos.
Em termos regionais, todas as regiões do Brasil abriram vagas. O Sudeste liderou com 73.167 novos empregos, seguido pelo Nordeste com 59.356. São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco se destacaram entre os estados, enquanto Rio Grande do Sul, Rondônia e Espírito Santo tiveram demissões superiores às contratações.
O salário médio de admissão foi de R$ 2.410,74, praticamente estável em relação a julho, mas 1,02% maior que em agosto do ano passado.
No total, o número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48.244.696, representando um aumento anual de 1,02%.
Fonte: Agência Brasil