PETROLEO E GAS
Teresinha Ferreira
07 de outubro de 2026 às 07:20 ▪ Atualizado há 3 horas
Dois leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ocorrem nesta quarta-feira (7), com a oferta de 326 blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural. Considerados os maiores já realizados, os leilões acontecem na sede da ANP, no Centro do Rio de Janeiro.
O evento inclui 13 blocos no pré-sal e dois setores na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, área vista como nova fronteira de exploração. O pré-sal é atualmente a principal região produtora, responsável por 82,6% do petróleo e gás brasileiros em setembro.
O primeiro leilão, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, teve início às 9h, incluindo blocos no litoral do Sudeste. Nele, 19 empresas, como a Petrobras e multinacionais como Chevron e Shell, estão habilitadas a participar.
Pela lei, a Petrobras possui direito de preferência nas áreas de partilha, podendo optar por ser operadora com pelo menos 30% de participação no consórcio vencedor.
O 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão ocorre a partir das 14h e disponibiliza 313 blocos em 22 setores, incluindo exploração onshore e offshore. A Bacia do Ceará é um dos destaques, vista como área promissora após descobertas na Guiana e no Suriname.
Cinco blocos da Bacia do Parnaíba foram retirados do leilão por questões técnicas relacionadas a critérios socioambientais. Ao todo, 46 empresas compõe o rol de habilitadas, podendo ou não apresentar ofertas.
O leilão atrai atenção em meio a um cenário de preços elevados de petróleo e geopolítica tensa, conforme análise do Ineep e IBP. De acordo com o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, os leilões são vitais para repor reservas e estimular novos investimentos na indústria.
Fonte: Agência Brasil