O aguardado filme Supergirl, novo capítulo do universo cinematográfico da DC Studios, tem estreia marcada para 26 de junho de 2026 nos cinemas brasileiros e internacionais. A produção marca a consolidação de Kara Zor-El como protagonista, após sua primeira aparição ao público no reboot de Superman, lançado neste ano.
Na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, a Warner Bros. e a DC divulgaram o primeiro trailer oficial do longa. A prévia rapidamente repercutiu nas redes sociais e entre fãs de cultura pop, ao apresentar uma Supergirl distante do ideal clássico de heroína perfeita: mais complexa, emocionalmente marcada e guiada por conflitos internos profundos.
Uma nova fase da DC e a adaptação de Woman of Tomorrow
Dirigido por Craig Gillespie (Cruella) e com roteiro de Ana Nogueira, Supergirl adapta a aclamada HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, escrita por Tom King e ilustrada por Bilquis Evely (quadrinista brasileira). O longa integra a nova fase do DC Studios, sob supervisão do co-CEO James Gunn, que reforça a importância estratégica da personagem dentro do universo recém-reiniciado.
O trailer alterna cenas de ação espacial com momentos de forte carga emocional. Em uma das sequências centrais, Kara aparece comemorando seu aniversário ao lado de Krypto, o Supercão, antes de ser lançada em uma perigosa missão intergaláctica ao lado de Ruthye, uma jovem alienígena que busca vingança contra o assassino de seu pai.
Uma Supergirl diferente de Superman
Entre os trechos mais comentados do trailer está uma breve declaração que explicita o contraste entre Kara Zor-El e seu primo, Kal-El. Em poucas palavras, a personagem resume sua visão de mundo:
Ele vê o bem em todo mundo. Eu vejo a verdade.
A fala sintetiza a abordagem mais crua e direta da heroína, que se afasta do arquétipo idealizado tradicionalmente associado aos super-heróis e aponta para uma narrativa mais madura e emocionalmente densa.
O impacto de Superman e as expectativas para Supergirl
O lançamento de Superman, em julho de 2025, firmou-se como um dos maiores sucessos recentes da DC no Brasil. O filme arrecadou mais de R$ 30 milhões em sua semana de estreia e levou 1,3 milhão de espectadores aos cinemas, figurando entre os lançamentos mais expressivos do estúdio no país nos últimos anos.
Esse desempenho impulsiona as expectativas em torno de Supergirl. Com o público já engajado pelo reinício do universo — e atento a produções que valorizam diversidade e protagonismo feminino — o novo longa surge com potencial real para repetir, ou até superar, o impacto comercial e cultural do filme estrelado por Clark Kent.
Representatividade e identificação com o público feminino
Diferentemente do primo icônico, Kara Zor-El é apresentada como uma personagem marcada por traumas, perdas e questionamentos identitários. Essa abordagem mais humana amplia a identificação do público, especialmente entre meninas e mulheres que buscam representações menos idealizadas e mais próximas da realidade emocional.
Ao longo de sua trajetória nos quadrinhos e em adaptações audiovisuais, Supergirl deixou de ser tratada apenas como uma extensão do universo do Superman e passou a ocupar um espaço narrativo próprio. As histórias mais recentes da personagem concentram-se em conflitos internos e escolhas morais, acompanhando sua jornada de amadurecimento e afirmação como protagonista.
Milly Alcock e a construção de uma heroína imperfeita
Interpretada por Milly Alcock, conhecida internacionalmente por House of the Dragon, Kara é apresentada no trailer como uma jovem ao mesmo tempo rebelde e vulnerável, que precisa aprender a aceitar sua própria jornada — e seu poder — fora da sombra do “símbolo de esperança” representado por Clark.
Em entrevistas, a atriz destacou o envolvimento intenso com o papel, classificando Supergirl como um desafio especial. Em um dos relatos, Alcock contou que precisou atuar em cenas ao lado de Superman falando em kryptoniano, experiência que descreveu como única e emocionalmente exigente.
Em outra declaração, a atriz ressaltou a importância da imperfeição da personagem:
O que a Supergirl representa para jovens mulheres é que você pode ter falhas. Você não precisa ser perfeita para chegar a uma espécie de resolução interna. Acho que somos lançadas nessa narrativa — especialmente mulheres — de que precisamos ser perfeitas... Acho que Kara é alguém que abraça lindamente suas imperfeições. Isso é realmente muito especial.
James Gunn também comentou a proposta do filme, reforçando o distanciamento de arquétipos idealizados:
Muitas vezes, por alguma razão, as protagonistas super-heroínas são muito mais perfeitas. Tony Stark e Senhor das Estrelas são bagunçados, e isso nem sempre acontece com nossas heroínas principais. Ver alguém tão imperfeita e desorganizada… foi o que me empolgou.
Uma estreia com potencial de marco cultural
A conexão entre Superman e Supergirl já alimenta debates entre fãs no Brasil e no mundo. A estreia solo de Kara Zor-El, em 2026, tem potencial para se tornar um marco não apenas para o novo universo DC, mas também para o fortalecimento da presença de personagens femininas complexas na indústria do entretenimento.
Com estética, temática e narrativa que prometem fugir do lugar-comum dos filmes de super-heróis, Supergirl chega aos cinemas em 26 de junho de 2026, com a missão de inspirar uma nova geração de fãs — especialmente meninas e mulheres que se reconhecem na coragem, na humanidade e nas contradições da heroína.
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