CORONAVIRUS

Academia Brasileira de Letras lança ações culturais para estimular o isolamento social

ABL promove projetos nas mídias sociais com o intuito de manter as pessoas em casa e desacelerar o contágio pelo novo coronavírus, o Covid-19.


Academia Brasileira de Letras - ABL

Academia Brasileira de Letras - ABL Foto: Divulgação

A Academia Brasileira de Letras (ABL) lançou o projeto "ABLEmSuaCasa" em suas mídias sociais, com o intuito de manter as pessoas em casa e desacelerar o contágio pelo novo coronavírus, o Covid-19. A ação, que contará com vídeos dos imortais da academia, terá o incentivo à leitura e o acesso a outras produções culturais.

"A leitura dramatizada de contos, poemas, textos proeminentes de nossa literatura nacional, além de inúmeras outras ações que possam contribuir ao combate desse forçoso isolamento social que ora experimentamos, no intuito de promover uma atmosfera de esperança, solidariedade e resiliência neste momento tão delicado que atravessa toda a nossa sociedade, são importantes", explica a ABL em comunicado.

Assim, todos os acadêmicos que ocupam as 40 cadeiras da ABL estão gravando vídeos sobre assuntos culturais que dominam para levar conhecimento, mesmo que à distância. A ABL também promoveu um outro projeto, o "Academias em sua casa", que envolvia os presidentes e representantes de Academias Internacionais de Letras. Neste, eles disseminaram mensagens motivacionais e relacionadas à paz e à vida em sociedade.


Como funciona a Academia Brasileira de Letras

Criada em 1897 pelos escritores Machado de Assis e Lúcio de Mendonça, a ABL carrega um forte apelo à leitura e a produções literárias de qualidade, com o intuito de cultivar a língua portuguesa e a cultura brasileira.

"Não é preciso definir esta instituição, iniciada por um moço, aceita e completada por moços; a Academia nasce com a alma nova, naturalmente ambiciosa", disse Machado na inauguração. Na prática, a ABL é um local para troca intelectual, e, para isso, os imortais realizam conferências, reuniões e publicações. Também há a preservação do acervo cultural dos membros que já morreram, o que transforma o local em uma importante fonte de conhecimento para os estudantes dos ensinos básicos e de cursos como letras EaD e presencial e jornalismo, por exemplo.

Seu quadro de membros sempre será de 40 pessoas efetivas e perpétuas, que ficam na Academia até morrer, quando haverá uma nova eleição para definir um novo imortal para ocupar a cadeira que ficou vaga. Também há 20 sócios estrangeiros, mas eles não podem votar.

Para se candidatar, é preciso ser brasileiro e ter, pelo menos, uma obra literária publicada. Os candidatos devem fazer campanha e esperar pela eleição, que contará com os votos dos membros que ocupam as demais cadeiras. 

Fonte: Rodolfo Milone

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