ATRASO
Da Redação
17 de maio de 2026 às 13:01 ▪ Atualizado há 1 hora
Teresina – A falta de segurança pública segue como o principal desafio enfrentado pelos moradores de Teresina, de acordo com pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Amostragem. O levantamento, que ouviu mil teresinenses com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 3 de abril, revela que 54,20% da população aponta a violência e a sensação de insegurança como o maior problema da capital piauiense.
O dado se torna ainda mais preocupante quando cruzado com estatísticas oficiais. Enquanto o governo do Estado comemora a redução de homicídios no interior, Teresina concentrou 35,9% dos assassinatos registrados em todo o Piauí em 2025, totalizando 189 mortes violentas na cidade. A contradição entre os números oficiais e a percepção da população ainda é evidente: moradores dos bairros mais distantes e carentes afirmam que não se sentem seguros andando nas próprias ruas, mesmo diante dos investimentos do Governo do Estado em Segurança e do reforço das polícias Civil e Militar no combater ao crime
Os cinco maiores problemas da capital
A pesquisa do Instituto Amostragem elencou, por ordem de importância, os principais problemas que afligem a população de Teresina:
1. Falta de segurança – 54,20%
2. Precariedade no serviço de saúde – 33,60%
3. Falta de saneamento básico – 31,40%
4. Serviço de limpeza (Lixo) – 26,80%
5. Calçamento – 22,00%
O levantamento revela ainda que a gestão municipal não tem contribuído para a solução desses gargalos. A Guarda Municipal, por exemplo, é considerada insuficiente para atender a demanda de segurança em toda a extensão da cidade.
Gestão estagnada e cidade parada no tempo
Com quase um ano e meio de gestão, o prefeito Silvio Mendes de Oliveira (União Brasil) ainda não mostrou a que veio. Teresina continua convivendo com seus eternos problemas estruturais: a coleta de lixo segue sendo um tormento, a saúde pública permanece precária e o sistema de escoamento de esgoto (saneamento básico) é ineficiente.
A cidade parece ter parado no tempo. Dados recentes sobre a qualidade de vida mostram que, enquanto outras capitais avançam, Teresina patina. Embora tenha sido listada como a 13ª melhor capital para se viver no Brasil em um ranking de 2025, na prática, Teresina perde feio no comparativo com vizinhas como Fortaleza (CE) e Recife (PE), que apresentam melhores indicadores de desenvolvimento urbano e inovação.
Problema crônico: a coleta de lixo
A gestão de resíduos sólidos é um exemplo prático dessa ineficiência. Em dezembro de 2025, a Prefeitura teve que rescindir contrato com a empresa responsável pela coleta nas Zonas Sul e Sudeste, gerando uma "bagunça" generalizada, nas palavras do próprio presidente da ETURB, e levando moradores a denunciarem o acúmulo de lixo por mais de uma semana.
A promessa atual da gestão Silvio Mendes é lançar uma nova licitação definitiva para o setor, orçada em R$ 480 milhões, após 14 anos sem um contrato regular. O edital está em fase de revisão, mas a população ainda aguarda resultados práticos para acabar com os lixões a céu aberto que afetam a saúde e a qualidade de vida.
Os programas sociais dos governos estadual e federal amenizarem os impactos do desemprego, que aparece apenas como o nono maior problema na pesquisa, a realidade das ruas de Teresina é de descaso e estagnação. Mas ação da Prefeitura de Teresina no combate ao desemprego é inexistente.
Por outro lado, o transporte coletivo segue sucateado, sendo suprido pelos aplicativos de transporte, como Uber, que aparece em sexto lugar na lista de prioridades, um sintoma claro da falência do serviço público municipal. As constante crise na saúde municipal revelam outro problema crônica e sem solução definitiva na capital do Piauí.
Fonte: Amostragem
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