A morte do médico Ronald Araújo nessa segunda-feira (30) gerou forte comoção entre entidades e profissionais da saúde no Piauí. Reconhecido pela trajetória sólida na medicina e no ensino, ele deixa um legado marcante para a comunidade científica e acadêmica do estado.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí lamentou a morte do patologista e destacou sua importância na formação médica. Em posicionamento, a entidade ressaltou que Ronald Araújo nasceu em Teresina, em 1948, formou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1975 e teve atuação decisiva na consolidação da disciplina de Patologia na Universidade Federal do Piauí (UFPI), onde lecionou por 39 anos.
Segundo o Conselho, ele era “um homem bom, educado, amante da ciência e do ensino”, e sua morte representa “mais uma lacuna de grande perda para a medicina do Piauí”. O médico tinha 77 anos e completaria 78 em dezembro.
Entre os colegas, o sentimento é de profunda admiração. O médico Carlos Henrique Nery Costa relembrou a convivência com Ronald ainda no início da carreira e destacou sua excelência profissional e humana.
O Ronald teve formação comigo durante a residência, e desde cedo já se destacava. Ele organizava sessões anatomoclínicas e de macroscopia com muita perfeição e dedicação. Era uma pessoa exemplar, sempre estudioso, comprometido com o diagnóstico e com a ciência. Além de um grande amigo, foi um patologista brilhante.
O médico também destacou o momento delicado vivido pela família, lembrando que o irmão de Ronald, o também médico Lineu da Costa Araújo Filho, faleceu recentemente em decorrência de um câncer.
Ao relembrar a trajetória do colega, ressaltou que Ronald se destacava pela dedicação e precisão no trabalho, especialmente na condução de sessões anatomoclínicas e de macroscopia, que organizava com excelência. Segundo ele, desde jovem, o patologista já demonstrava ser uma pessoa agregadora, conhecida pelo bom relacionamento, simpatia e pelo respeito que conquistava entre colegas e alunos.
O médico também recordou momentos de convivência fora do ambiente profissional, destacando que Ronald cultivava amizades e era presença marcante em encontros e celebrações.
Para ele, o legado deixado é de compromisso com a medicina.
Ele deixa como exemplo para as novas gerações a dedicação ao trabalho, à ética profissional e à busca pelo diagnóstico preciso.
Doutor Carlos Henrique Nery Costa. Foto: Intituto Humanitas Unisinos
A Academia de Medicina do Piauí também manifestou pesar pela morte do profissional e destacou o impacto de sua trajetória na comunidade científica.
Em nota, a entidade afirmou que a partida do médico “deixa uma lacuna imensa na comunidade acadêmica e científica” e ressaltou que Ronald Araújo será lembrado não apenas pela “brilhante trajetória intelectual e contribuições inestimáveis”, mas também pelo legado de “ética, dedicação e humanidade”.
A Academia também prestou solidariedade à família, amigos, colegas e alunos, destacando que a memória do médico deve permanecer como fonte de inspiração para todos que conviveram com ele.
(*) Isabel Fonseca, estagiária de Jornalismo com supervisão dos jornalistas Gilson Rocha Malu Barreto.
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