A construção da Ponte João Claudino, conhecida como ponte da UFPI, avançou mais uma etapa em Teresina e deve ser retomada após a conclusão do processo licitatório que definiu a nova empresa responsável pela execução da obra. A empresa contratada para a realização da obra é Certare engenharia e Consultoria ltda.
A ponte fará a ligação entre o bairro Água Mineral, na zona Norte, e a Universidade Federal do Piauí (UFPI), na zona Leste da capital, sendo considerada uma das obras mais aguardadas pela população.
De acordo com o superintendente da SDU Norte, Alan Brandão, a obra representa um marco para a mobilidade urbana da cidade. Ele destacou o empenho da gestão municipal para viabilizar o projeto.
“É uma obra muito esperada e que terá impacto direto na vida das pessoas. Seguiremos acompanhando cada etapa com compromisso”, afirmou.

A próxima fase inclui a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço para o início efetivo dos trabalhos. Após essa etapa, o prazo estimado para a conclusão da obra é de 18 meses.
O investimento previsto é de R$ 54 milhões, com recursos do FGTS e contrapartida da Prefeitura de Teresina.
O projeto prevê uma ponte com 240 metros de extensão, seis faixas de rolamento e ciclovia. A estrutura deve melhorar significativamente o fluxo de veículos na região, criando uma nova alternativa de ligação entre as zonas Norte e Leste.
Os acessos à ponte serão feitos pela Avenida Ulisses Marques, no lado Leste, e pela Avenida Duque de Caxias, na zona Norte, além da implantação de vias com pavimentação asfáltica e calçadas.

Mais do que uma nova via, a Ponte João Claudino deve funcionar como um novo corredor de mobilidade urbana, beneficiando motoristas e usuários do transporte coletivo, além de contribuir para o desenvolvimento da capital.
Paralisações
A obra da ponte acumula um histórico de interrupções desde o início. A primeira ordem de serviço foi assinada em outubro de 2019, com previsão de conclusão em 14 meses. No entanto, a empresa responsável alegou incapacidade de concluir os serviços e abandonou o projeto, provocando a paralisação.
Em janeiro de 2023, uma nova ordem de serviço foi emitida após outra empresa vencer a licitação, mas a construção voltou a ser interrompida após a desistência da segunda contratada.
Durante o período de indefinição, a Prefeitura de Teresina realizou desapropriações de imóveis na área onde a ponte será construída. Mais de R$ 2,5 milhões já foram gastos com indenizações a moradores que deixaram a região.
Com a nova licitação concluída, a expectativa é que a obra seja finalmente retomada e concluída, após anos de atrasos.

Fonte: Com informações da PMT