TRAGÉDIA
Da Redação
01 de outubro de 2026 às 00:01 ▪ Atualizado há 4 horas
Há 30 anos, Sandra Assali vive com o luto pela perda do marido, o cardiologista José Rahal Abu Assali, em um trágico acidente aéreo. No dia 31 de outubro de 1996, ele decolou do aeroporto de Congonhas em um voo da então TAM, com destino ao Rio de Janeiro, mas a aeronave caiu minutos depois, matando 96 pessoas a bordo e outras três no solo.
O acidente ocorreu devido a uma falha no reversor da turbina direita, que desestabilizou o Fokker 100. "O luto é permanente", afirma Sandra, que na época tinha dois filhos pequenos. "É isso que nos move, que faz a gente fazer as coisas acontecerem", completa, ressaltando a importância de manter essa memória viva.
A tragédia impulsionou a criação da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), a primeira no país a tratar do apoio a familiares de vítimas de acidentes aéreos. Sandra, agora presidente, destaca que a associação foi fundamental para mudar práticas de assistência às famílias e procedimentos de investigação de acidentes.
Desde sua fundação, a Abrapavaa tem acompanhado centenas de casos. Apenas em 2023, foram registrados 135 acidentes aéreos no Brasil. "A associação trouxe, principalmente, uma forma de lidar com os familiares das vítimas", enfatiza Sandra.
A Latam Airlines Brasil, atual nome da companhia, expressa solidariedade às vítimas e familiares, afirmando ter prestado apoio desde o início. A empresa destacou que as causas foram esclarecidas em relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e que implementou as mudanças necessárias para garantir a segurança.
Fonte: Agência Brasil