Brasil

MEIO AMBIENTE

Rede de mulheres defende clima e territórios no Brasil

Programa reúne ativistas em prol do meio ambiente e justiça climática

Teresinha Ferreira

02 de agosto de 2026 às 08:39 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • Mulheres de várias regiões do Brasil formaram uma rede para defender o meio ambiente e a justiça climática.
  • O Programa Defensoras por Defensoras, do Observatório do Clima, promove o cuidado com pessoas e territórios.
  • Participam 36 mulheres que compartilham experiências e desafios em suas comunidades.
  • Sara Marques, de Recife, destaca a descaracterização de comunidades pesqueiras devido a empreendimentos.
  • Mirian Prochnow, de Santa Catarina, fundou a Apremavi, que se concentra na preservação da Mata Atlântica.
  • Val Munduruku, do Pará, reforça a importância das lutas indígenas e da conscientização climática.
  • As participantes destacam a necessidade de apoio às lideranças comunitárias através da Política Nacional de Cuidados.

Agência Brasil Mulheres de várias regiões do Brasil
Mulheres de várias regiões do Brasil

Mulheres de várias regiões do Brasil uniram forças em uma rede que defende o meio ambiente e a justiça climática. O Programa Defensoras por Defensoras, do Observatório do Clima, destaca o cuidado com as pessoas e os territórios.

São 36 mulheres na linha de frente do ativismo ambiental, compartilhando experiências e desafios enquanto se fortalecem em suas comunidades.

Sara Marques, de Recife, vive na comunidade Caranguejo Tabaiares, um local antes pesqueiro, agora pressionado por novos empreendimentos e crescimento desordenado.

“Nós éramos uma comunidade pesqueira descaracterizada. O rio está canalizado e os viveiros quase improdutivos,” relata Sara.

Em Santa Catarina, Mirian Prochnow fundou a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), impulsionada pela destruição da Mata Atlântica ao seu redor. "Começamos com 18 mudas e hoje produzimos mais de um milhão por ano," diz Mirian.

No Pará, Val Munduruku se integra ao projeto, destacando a importância das lutas indígenas e da conscientização sobre mudanças climáticas.

As participantes também discutem a Política Nacional de Cuidados, destacando a falta de apoio a lideranças comunitárias e defensoras.

Fonte: Agência Brasil