CRIME POLÍTICO

PT realiza ato em memória de Marcelo Arruda pede paz e justiça; vídeos

Marcelo Arruda foi morto a tiros durante a festa de seu 50º aniversário, pelo policial penal bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho


Ato em Foz do Iguaçu pede justiça por Marcelo Arruda

Ato em Foz do Iguaçu pede justiça por Marcelo Arruda Foto: Eduardo Matysia

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou neste domingo (17), em Foz do Iguaçu (PR), um grande ato pela paz e justiça em nome de Marcelo Arruda, brutalmente assassinado na semana passada por um bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho. Ele foi morto a tiros durante a festa de seu 50º aniversário.

Lideranças políticas, representantes religiosos, indígenas e familiares homenagearam o dirigente petista, incluindo a presidenta Nacional do PT Gleisi Hoffmann e o ex-governador do estado Roberto Requião. Outros atos para honrar a memória de Marcelo foram organizados em capitais como Porto Alegre, Curitiba e São Paulo.


Em discurso no qual homenageou Marcelo e sua família, Gleisi Hoffmann afirmou que a violência política não pode ser mais tolerada e precisa ser enfrentada em todo o país, com a participação da sociedade civil. 

“Não podemos deixar normalizar crimes e assassinatos como esse, sob pena de transformarmos um processo político, eleitoral, em um banho de sangue da população brasileira. O caso do Marcelo não é um caso isolado, não é uma briga de vizinho, que já seria trágica, mas não é”, disse Gleisi, reforçando que o ato pela paz não é eleitoral, mas uma manifestação política por justiça.

“Marcelo morreu por acreditar numa ideia, por ter uma posição política, por defender essa posição. Quem o matou, o fez por isso, não foi por outro motivo, não tinha uma rixa, uma dívida com ele, nem o conhecia ou convivia com ele.  [O assassino] entrou naquela festa, não queria só matar o Marcelo, queria exterminar um grupo político. E isso tem sido incentivado há alguns anos na nossa sociedade”, argumentou.


Gleisi lembrou de outros assassinatos por motivação política, como os recentes de Bruno Pereira e Dom Phillips e Marielle Franco, e responsabilizou Jair Bolsonaro pela escalada de violência no país. “O ódio não pode ser instrumento da política, quando isso acontece, vira guerra. Isso tem nome, tem endereço: Jair Messias Bolsonaro”, acusou. 

“Nós estamos na política porque sempre tivemos causa. Mas jamais achamos que é exterminando o outro que nós vamos resolver os problemas da sociedade ou ganhar a parada. Sempre fizemos pela discussão e pelo debate. E é isso que queremos dizer hoje: que queremos que seja restabelecida a paz e a justiça no processo político e, principalmente, no processo eleitoral que se avizinha”, alertou a presidenta do PT.

Medidas

Gleisi anunciou que o partido acionou a Procuradoria-Geral da República para que o crime seja federalizado. Do mesmo modo, uma ação foi protocolada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir atos de violência política. “Pedimos uma ação contra aqueles que estimulam e incentivam a violência, os que fazem vídeos que dizem que vão matar, que vão justiçar com as próprias mãos, incluindo o presidente da República, pela responsabilidade que ele tem”, explicou.

“A responsabilização não é só de quem puxou o gatilho, é de quem incentivou e incentiva o tempo inteiro para que os gatilhos sejam puxados”, justificou.


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