Brasil

COMBATE AO DESPERDÍCIO ALIMENTAR

Projeto destina excedente de alimentos a famílias vulneráveis

Iniciativa busca redistribuir 46 milhões de toneladas de comida descartada anualmente

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 00:57 ▪ Atualizado há 11 horas

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  • Anualmente, o Brasil descarta cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos.
  • Mais de 6 milhões de pessoas no Brasil sofrem de insegurança alimentar grave.
  • O senador Jader Barbalho propôs o Programa Prato Farto para reverter esse cenário.
  • O PL 2.615/2026 destina alimentos excedentes aptos para consumo a instituições sociais.
  • Parcerias serão feitas com produtores, supermercados, restaurantes e indústrias.
  • Empresas participantes recebem um selo de "empresa parceira da cidadania", sem incentivos fiscais.
  • O financiamento virá do Fundo Nacional de Combate e Erradicação da Pobreza e doações.
  • Suas e Sisan serão responsáveis pelo monitoramento e distribuição dos alimentos.
  • Em 2020, 33 milhões enfrentavam insegurança alimentar, número reduzido para 6,48 milhões em 2024.
  • O programa visa transformar desperdício alimentar em inclusão social.

Senado Notícias Alimentos a famílias vulneráveis
Alimentos a famílias vulneráveis

O Brasil descarta anualmente cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos, enquanto mais de 6 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar grave. Para mitigar essa situação, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) apresentou o projeto que cria o Programa Prato Farto.

De acordo com o PL 2.615/2026, alimentos excedentes que atendam às normas sanitárias serão destinados a bancos de alimentos, cozinhas comunitárias e instituições sociais. O projeto autoriza termos de cooperação com produtores rurais, supermercados, bares, restaurantes e indústrias alimentícias.

Jader Barbalho defende que “não é aceitável que milhões convivam com a fome enquanto alimentos próprios para consumo são descartados”. O foco, segundo ele, é corrigir problemas logísticos e de distribuição.

Para incentivar a participação das empresas, será concedido o selo de "empresa parceira da cidadania", embora não haja renúncia fiscal ou isenção de impostos prevista.

O financiamento virá do Fundo Nacional de Combate e Erradicação da Pobreza e de doações. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) irão monitorar a distribuição para garantir a segurança e transparência.

Dados da Pnad Contínua indicam que 33 milhões de brasileiros estavam em insegurança alimentar grave em 2020, número que caiu para 6,48 milhões em 2024. O programa busca transformar desperdício em inclusão social, segundo Barbalho.

Fonte: Senado Notícias