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BENS BLOQUEADOS

Moraes bloqueia mansão em Angra disputada por Richarlison e ligada a advogado bolsonarista

Imóvel está vinculado ao patrimônio de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo apostas online. Restrição também atingiu empresas associadas ao advogado

Por Redação

03 de novembro de 2026 às 16:49 ▪ Atualizado há 52 minutos


Foto: Reprodução Richarlison, Willer e Flávio Bolsonaro.
Richarlison, Willer e Flávio Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a indisponibilidade de uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ligada ao advogado Willer Tomaz e que também está no centro de uma disputa envolvendo o atacante Richarlison. O jogador afirma que perdeu o imóvel de forma irregular e que a propriedade foi tomada por Tomaz. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pela coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.

A restrição alcançou os bens da WT Administração de Imóveis e Bens, sociedade anônima que concentra parte do patrimônio do advogado. A empresa é proprietária da mansão em Angra dos Reis e também de um imóvel que pertenceu à cantora Clara Nunes.

De acordo com a matrícula do imóvel, a indisponibilidade foi registrada na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) em 26 de outubro. Dois dias depois, em 28 de outubro, o cartório de registro de imóveis de Angra dos Reis realizou a averbação da restrição.

Com a medida, o imóvel fica impedido de ser vendido ou transferido enquanto a indisponibilidade estiver em vigor.

Mansão é alvo de disputa envolvendo Richarlison

A propriedade em Angra dos Reis também está envolvida em uma controvérsia entre Willer Tomaz e o atacante da Seleção Brasileira. Richarlison afirma que comprou e realizou reformas no imóvel, mas acabou perdendo a posse da mansão após uma decisão judicial.

A negociação envolveu a Sport70, empresa da qual o jogador era sócio com seu antigo empresário, Renato Velasco, e o ex-dirigente esportivo Alencar Silveira Júnior. Posteriormente, Willer Tomaz adquiriu direitos sobre o imóvel e conseguiu a reintegração de posse na Justiça.

O desentendimento ganhou novos capítulos depois que o processo envolvendo a empresa Sport70 foi encerrado por desistência, sem a concordância de Richarlison. O atacante afirma que não recebeu os valores referentes às despesas e às benfeitorias realizadas na propriedade.

Tomaz, por sua vez, declarou ao Metrópoles que Richarlison nunca foi parte do processo judicial e que as tratativas ocorreram com representantes da empresa.

Investigação também envolve Flávio Bolsonaro

A indisponibilidade da mansão foi determinada no âmbito de um inquérito que investiga Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de apostas online. A investigação da Polícia Federal também alcança empresas ligadas ao advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como amigo de Tomaz.

Segundo informações reunidas pelos investigadores, Flávio teria sido cadastrado como usuário master de uma conta bancária de uma das empresas do advogado, o que permitiria acesso operacional às movimentações financeiras. A apuração também identificou despesas do senador que teriam sido pagas por empresas associadas a Tomaz.

No mesmo inquérito, Moraes determinou medidas contra os dois investigados. No caso de Flávio, o ministro ordenou a entrega dos passaportes e proibiu o contato com o advogado. Já contra Willer Tomaz, foram determinadas a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens de empresas associadas a ele até o limite de R$ 6 bilhões.

O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes do advogado, incluindo o documento diplomático. Willer deixou o Brasil em agosto e ainda não havia retornado até a publicação da reportagem do Metrópoles.

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negam as suspeitas de irregularidades. O advogado afirmou que suas empresas e participações são lícitas e declarou que nunca manteve sociedade com o senador. Flávio também sustenta que a relação entre os dois é exclusivamente de amizade.

Fonte: Diario do Centro do Mundo (DCM)



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