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TERRORISMO

Grupo extremista planejava atentado a bomba em Brasília na campanha eleitoral

Investigação aponta que célula extremista discutia ataques a autoridades e explosão em prédio; maioria dos investigados é do Sul. Grupo pode ser enquadrado como terrorista

Da Redação

04 de agosto de 2026 às 15:25 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Polícia Civil do DF deflagrou a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo suspeito de planejar atentados com bombas em debates presidenciais.
  • A investigação contou com apoio do Ciberlab e revelou uso de redes sociais para planejar os ataques.
  • Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados brasileiros.
  • O grupo demonstrava alto grau de organização com planos detalhados envolvendo invasões e o uso de mapas e modelos 3D de prédios em Brasília.
  • Materiais de fabricação de explosivos e referências ao nazismo foram encontrados.
  • Um seminarista em Pernambuco está entre os investigados.
  • Os suspeitos também são acusados de disseminar discurso de ódio contra mulheres em cargos de autoridade.
  • Pode ocorrer o enquadramento dos crimes na Lei Antiterrorismo.
  • A operação faz parte de uma campanha nacional para combater crimes virtuais e contou com apoio de diversas agências de segurança.

Arquivo do portal Piauí Hoje O Palácio do Planalto estava entre os alvos do grupo extremista
O Palácio do Planalto estava entre os alvos do grupo extremista

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na manhã desta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo suspeito de planejar atentados com bombas contra autoridades e candidatos durante os debates do segundo turno das eleições presidenciais em Brasília.

As investigações, conduzidas com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça, revelaram que a organização utilizava grupos fechados em redes sociais para discutir a instalação de explosivos no prédio que sediaria o debate entre os candidatos à Presidência da República.

Oito mandados em cinco estados

Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, em desfavor de suspeitos com idades entre 19 e 31 anos . Em Santa Catarina, as buscas ocorrem nas cidades de Blumenau e Corupá, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) .

Planejamento avançado e alvos mapeados

De acordo com as apurações, o grupo demonstrava um grau de organização preocupante, com discussões que incluíam;

· Invasão de edificações públicas

· Seleção detalhada de alvos

· Formação tática de integrantes

· Recrutamento interestadual

· Análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas

· Modelos tridimensionais de prédios na região central de Brasília, como o Palácio do Planalto

Os investigadores também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos e materiais com referências ao nazismo e grupos extremistas racistas.

Seminarista está entre os investigados

Um dos alvos da operação é um seminarista vinculado a um mosteiro em Pernambuco. Segundo a investigação, ele participava ativamente de discussões sobre a estruturação nacional de uma rede extremista. Agentes realizaram buscas no alojamento utilizado por ele.

Discurso de ódio contra mulheres

Além do planejamento de atos violentos, os investigados também são suspeitos de disseminar ódio contra mulheres nas plataformas digitais, com especial foco em mulheres que ocupam posições de autoridade. Os grupos virtuais serviam para fortalecer a radicalização dos integrantes e atrair novos participantes para a organização.

Possível enquadramento como terrorismo

Embora a Polícia Civil investigue atualmente os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e infrações previstas na Lei Antirracismo, as autoridades não descartam o enquadramento na Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016) conforme avançarem as investigações.

A Lei Antiterrorismo prevê penas de 3 a 10 anos de reclusão para quem pratica atos de terrorismo, definidos como a prática de atos de violência com finalidade de provocar terror social ou atentar contra a segurança de pessoas ou patrimônio.

Ação coordenada nacionalmente

A operação integra uma ofensiva nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater redes criminosas que atuam no ambiente digital, difundindo discursos de ódio e extremismo. A investigação contou com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e das polícias civis estaduais.

Os materiais apreendidos — incluindo celulares, computadores e documentos — serão analisados para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer o alcance da atuação do grupo.

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Fonte: PCDF