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Greve dos bancários começa no país; Piauí pode aderir

Pará paralisa atividades nesta sexta-feira, enquanto Maranhão e Rio Grande do Norte confirmam greve para o dia 8; bancários piauienses votam proposta dos bancos

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 06:30 ▪ Atualizado há 43 minutos

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  • Bancários de diferentes estados estão mobilizados na Campanha Nacional 2026 e alguns já aprovaram greve por tempo indeterminado.
  • No Piauí, a adesão à greve depende da votação que ocorre entre 3 e 4 de setembro para avaliar propostas dos bancos.
  • No Pará, bancários entrarão em greve a partir de 4 de setembro, afetando cerca de 7 mil trabalhadores. Banpará não participa devido a acordo específico.
  • No Maranhão, a greve começa em 8 de setembro após rejeição às propostas da Fenaban e bancos públicos.
  • No Rio Grande do Norte, bancários também iniciarão greve em 8 de setembro, com intenção de transformá-la em uma greve nacional.
  • As reivindicações incluem reajuste salarial, PLR, vales, defesa dos empregos e melhores condições de trabalho. A proposta atual prevê reposição da inflação mais 0,6% de ganho real, considerada insuficiente por algumas bases sindicais.

Divulgação Greve dos bancários
Greve dos bancários

Bancários de diferentes estados intensificaram a mobilização da Campanha Nacional 2026 e algumas bases já aprovaram greve por tempo indeterminado. No Piauí, a categoria participa do movimento nacional, mas a adesão a uma nova greve depende da avaliação dos trabalhadores sobre as propostas apresentadas pelos bancos. A votação convocada pelo Sindicato dos Bancários do Piauí ocorre entre 19h de quinta-feira (3) e 19h desta sexta-feira (4). 

Pará entra em greve nesta sexta-feira

No Pará, os bancários aprovaram greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite desta sexta-feira (4). A mobilização pode atingir cerca de 7 mil trabalhadores, distribuídos por aproximadamente 470 agências e 1.535 postos de atendimento. O Banpará não participa da greve, porque seus trabalhadores aprovaram proposta específica de Acordo Coletivo de Trabalho.

Maranhão confirma greve para dia 8

No Maranhão, os bancários rejeitaram as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancos públicos. A categoria inicialmente havia aprovado paralisação para o começo de setembro, mas posteriormente decidiu transferir o início da greve para terça-feira, 8 de setembro. Segundo o Sindicato dos Bancários do Maranhão, a mudança busca aproximar o calendário da mobilização de outras bases do país.

Rio Grande do Norte também vai parar

Os bancários do Rio Grande do Norte também aprovaram greve a partir de 8 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia realizada na terça-feira (1º). O sindicato potiguar defende que o movimento se transforme em uma greve nacional por tempo indeterminado.

E o Piauí?

No Piauí, a situação ainda depende do resultado da votação convocada para avaliar as propostas da campanha salarial. Os bancários piauienses já demonstraram forte capacidade de mobilização neste ano. Em 20 de agosto, uma paralisação de 24 horas fechou as agências bancárias do estado, segundo o Sindicato dos Bancários do Piauí. Na ocasião, o presidente da entidade, Gilberto Soares, afirmou que uma greve por tempo indeterminado poderia ser discutida caso as negociações com a Fenaban não avançassem. Agora, uma nova etapa da campanha salarial está em andamento.

O calendário divulgado pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB) informa que a assembleia/votação da base do Piauí ocorre das 19h de 3 de setembro às 19h de 4 de setembro. Assim, a situação das agências piauienses deverá ficar mais clara após a divulgação do resultado.

O que os bancários reivindicam?

As negociações envolvem reajuste salarial, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação, vale-refeição, defesa dos empregos e melhores condições de trabalho. Também existem reivindicações específicas dos trabalhadores dos bancos públicos. Uma das propostas apresentadas na negociação nacional prevê reposição da inflação medida pelo INPC acrescida de 0,6% de ganho real. Algumas bases sindicais consideram o índice insuficiente e decidiram manter a mobilização.

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