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SEGURANÇA DIGITAL

Golpes virtuais ameaçam 45 milhões de brasileiros na internet

Pesquisa revela que 32% dos usuários relatam tentativas de golpe com dados pessoais

Teresinha Ferreira

31 de agosto de 2026 às 14:02 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • 45 milhões de usuários de internet no Brasil sofreram tentativas de golpe com dados pessoais.
  • Isso representa 32% dos usuários com 16 anos ou mais.
  • 20% dos entrevistados efetivamente caíram nesses golpes.
  • Golpistas utilizam principalmente aplicativos de mensagem (84% dos casos).
  • Ligação telefônica e sites falsos são outros métodos comuns.
  • O impacto emocional desses golpes inclui estresse e perdas financeiras.
  • 66% dos usuários estão preocupados com o uso de seus dados pela inteligência artificial.
  • 69% das empresas brasileiras armazenam dados de clientes, com ênfase em biometria.
  • No setor público, aumentaram treinamentos e políticas de proteção de dados.

Agência Brasil Golpes virtuais
Golpes virtuais

Cerca de 45 milhões de usuários de internet com 16 anos ou mais no Brasil, representando 32% do total, relataram tentativas de golpe envolvendo seus dados pessoais. Os dados são da terceira edição da pesquisa Privacidade e proteção de dados pessoais, divulgada no 17° Seminário de Proteção à Privacidade, em São Paulo.

O levantamento, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), contou com 2,5 mil entrevistados e mostrou que 20% efetivamente caíram nesses golpes. O Cetic.br, parte do NIC.br vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), busca entender a visão dos brasileiros sobre privacidade e uso de dados por terceiros.

De acordo com Winston Oyadomari, coordenador da pesquisa, a abordagem mais comum dos golpistas é através de aplicativos de mensagem, respondendo por 84% dos casos, seguidos por ligações telefônicas e sites falsos. Ele destaca o impacto emocional que essas tentativas causam, resultando em estresse e prejuízos não apenas financeiros.

O estudo também abordou a relação dos usuários com a inteligência artificial (IA), revelando que 66% dos usuários expressam preocupação com o uso de seus dados pessoais por essas ferramentas. Apesar dos benefícios, a falta de transparência na utilização dos dados gera receio.

Entre as empresas brasileiras, 69% relataram armazenar dados de clientes, com a biometria sendo a informação mais guardada (31%). No setor público, a preocupação com a segurança da informação foi evidenciada, com um aumento significativo em treinamentos e criação de políticas de proteção de dados.

Fonte: Agência Brasil