EFEITO LULA
Luiz Brandão
10 de julho de 2024 às 05:20
Três anos após fechar suas fábricas no Brasil, a Ford encontrou um novo fôlego no país. A montadora americana, que encerrou suas operações fabris em 2021, transformou seu centro de pesquisas em Camaçari, na Bahia, em um dos mais importantes do mundo. O local, que antes contava com 700 engenheiros e pesquisadores, agora abriga 1.600 profissionais.
Esse centro de desenvolvimento já produziu três motores usados globalmente pela Ford e quase metade das inovações em software e tecnologia de sistemas da montadora são concebidas no Brasil. “Queremos ser a primeira opção de desenvolvimento de tecnologias da Ford no mundo”, afirma Alex Machado, diretor de Desenvolvimento de Produtos da Ford na América do Sul.

A estratégia da Ford agora se concentra em veículos maiores, como picapes, SUVs e comerciais leves importados, abandonando a produção de carros pequenos. Em 2023, a empresa registrou um crescimento de 40% nas vendas no Brasil em comparação a 2022, recolocando a empresa na rota do lucro.
O governo brasileiro também tem buscado estimular o setor automotivo. Após uma tentativa fracassada de barateamento de veículos, o Senado aprovou o Programa Mover, que oferece benefícios fiscais às montadoras que investirem em tecnologias de baixa emissão de carbono e pesquisa, seguindo o exemplo da Ford.
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A Ford não é a única a ver potencial no Brasil. A Airbus, maior fabricante de aeronaves do mundo, está no país há 45 anos e produz helicópteros em Itajubá, Minas Gerais. A engenharia brasileira é altamente respeitada, com a Airbus integrando tecnologia desenvolvida no Brasil em sua cadeia de produção global.
Essas iniciativas mostram o potencial do Brasil como um centro de referência tecnológica, embora ainda sejam exceções. A transformação da Ford e o investimento contínuo da Airbus sinalizam um futuro promissor para a engenharia e inovação no país.

Fonte: Pedro Reis /Coluna Financeira
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