FALHAS
Teresinha Ferreira
10 de outubro de 2026 às 15:27 ▪ Atualizado há 57 minutos
Apenas 1,83% dos alertas de desastres enviados por SMS no Brasil de 2018 a 2023 continham todos os elementos essenciais para uma comunicação eficaz, revela o estudo Mensagens de alerta de desastres: desafios e oportunidades com base na experiência do Brasil.
Conduzido por Murilo Noli da Fonseca e Luciene Pimentel da Silva, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o estudo examinou 73.701 mensagens de órgãos de proteção civil sobre sua eficiência comunicativa.
O resultado mostrou ausência de elementos vitais para a comunicação eficiente. Apenas 7,7% das mensagens explicaram os danos potenciais e somente 5,9% identificaram a localidade precisa. Além disso, 76,2% não especificaram a categoria da mensagem.
Segundo Luciene, “ao receber uma mensagem, a pessoa deve identificar o risco, entender a situação, saber onde ocorre, o que fazer e por quanto tempo”. A limitação de 160 caracteres nos SMS foi apontada como um desafio adicional.
Os pesquisadores sugerem diversificar os canais de comunicação, usando ferramentas como Cell Broadcast e aplicativos de mensagens para aumentar a eficiência.
“Um sistema multicanal deve considerar as características da população e do território”, afirma Murilo Fonseca, destacando a necessidade de abranger todos os grupos sociais.
O levantamento ainda indicou que 73,6% das mensagens alertaram para chuvas intensas, com a maior concentração nos meses de janeiro e dezembro. A Região Sudeste recebeu 75,2% dos alertas.
Fonte: Agência Brasil
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