Brasil

CRIME BRUTAL

Diarista é suspeita de matar casal e sair do apartamento usando roupa de uma das vítimas

Suspeita de 30 anos foi presa em Minas Gerais. Polícia Civil afirma que ela tomou banho, lavou a faca do crime e saiu do imóvel vestindo roupas de uma das vítimas

Natalia Costa

02 de julho de 2026 às 16:06 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, é suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte.
  • O casal, Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde, foi morto a facadas no apartamento onde moravam.
  • Após o crime, Paola teria tomado banho e lavado a faca antes de sair vestindo roupas das vítimas.
  • Os corpos foram encontrados por um dos filhos após a ausência do pai ser notada no trabalho.
  • O crime é investigado como latrocínio, embora a motivação ainda esteja sob investigação.
  • Não havia sinais de arrombamento, mas alguns objetos foram levados do apartamento.
  • Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para a investigação.
  • Paola foi indicada para trabalhar como diarista no apartamento por um primo da idosa.
  • Suspeita enfrenta dificuldades financeiras devido a dívidas de apostas on-line.
  • A mãe da suspeita espera que a verdade seja esclarecida e acredita em possível participação de outras pessoas.
  • A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do crime.

Diarista é suspeita de matar casal e sair do apartamento usando roupa de uma das vítimas | Foto: reprodução
Diarista é suspeita de matar casal e sair do apartamento usando roupa de uma das vítimas | Foto: reprodução

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, é suspeita de matar um casal de idosos e deixar o apartamento usando roupas de uma das vítimas. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, após cometer o crime, ela ainda tomou banho no imóvel e lavou a faca utilizada nos assassinatos antes de fugir.

Paola foi presa na madrugada desta quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela é investigada pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Como ocorreu o crime

De acordo com a Polícia Civil, o casal foi morto a facadas dentro do apartamento. A corporação informou que, depois dos assassinatos, a suspeita tomou banho no local, lavou a faca usada no crime e deixou o imóvel vestindo roupas pertencentes a uma das vítimas.

A motivação do duplo homicídio ainda está sendo investigada, assim como toda a dinâmica da ação criminosa.

Corpos foram encontrados pelo filho

As investigações apontam que o último contato da família com o casal aconteceu na segunda-feira (29), data em que o crime pode ter ocorrido.

Os corpos foram encontrados na terça-feira (30) por um dos filhos das vítimas, que estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam e decidiu ir até o apartamento.

Segundo familiares, Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde apresentavam diversas perfurações de faca, principalmente na região do tórax. O caso é tratado, inicialmente, como latrocínio (roubo seguido de morte).

A Polícia Militar informou que não havia sinais aparentes de arrombamento no imóvel, mas alguns objetos teriam sido levados. Imagens das câmeras de segurança do edifício estão sendo analisadas para auxiliar nas investigações.

Suspeita foi indicada para trabalhar na residência

Conforme a investigação, Paola chegou ao casal por indicação de um primo da idosa.

A tia da suspeita, Nilze Neto, afirmou que o familiar confiava na diarista e lamentou o caso.

"Nós sentimos por toda a família, inclusive por ele, que a indicou. Ela sempre dizia que ele era uma pessoa muito boa, que a ajudava. Se realmente foi ela, a injustiça que aconteceu também nos faz pensar nele", declarou.

Após o crime, Nilze entrou em contato com o primo da vítima para saber se a sobrinha havia apresentado alguma justificativa pela ausência no trabalho.

Dívidas com apostas são investigadas

Familiares relataram que Paola enfrentava dificuldades financeiras após acumular cerca de R$ 40 mil em dívidas com apostas on-line. Segundo a mãe da suspeita, parentes chegaram a fazer empréstimos para ajudá-la a quitar os débitos.

Em entrevista, ela afirmou esperar que toda a verdade seja esclarecida e disse que, caso a participação da filha seja confirmada, ela deverá responder pelos próprios atos.

"Quero ver a verdade, gente. Doa a quem doer. Se a minha filha tiver errado, ela vai pagar pelo erro dela. E quem estiver por trás também vai ter que pagar", afirmou.

A mãe também declarou acreditar que outras pessoas possam ter participado do crime. A Polícia Civil segue investigando a autoria, a motivação e as circunstâncias do duplo homicídio.

Fonte: STB News



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