COVID-19

CICV adapta sua ação humanitária no Brasil e países do Cone Sul

O trabalho do CICV na região neste momento está focado em oferecer conectividade aos migrantes para que contatem seus familiares


Atendimento

Atendimento Foto: V. Moryiama / CICV

Brasília (CICV) – A COVID-19 representa um enorme desafio para a humanidade. A Delegação Regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, se une aos esforços das autoridades, parceiros do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, organizações e a comunidade nos países em que atua para juntos enfrentar esta pandemia e ajudar a proteger as populações mais vulneráveis frente ao novo coronavírus.

O trabalho do CICV na região neste momento está focado em oferecer conectividade aos migrantes para que contatem seus familiares, apoiar e assessorar autoridades com recomendações para evitar contágios nos centros de detenção, profissionais de Saúde para que possam trabalhar em melhores condições, entre outras iniciativas em parcerias.

"Estamos adaptando as nossas respostas operacionais. Continuaremos colocando a população afetada no centro de nossas preocupações, seguindo os princípios de humanidade, independência, neutralidade, imparcialidade, e buscando apoiar nossos parceiros, de acordo com nossas capacidades", explica a chefe da Delegação Regional do CICV, Simone Casabianca-Aeschlimann.

Seguindo as recomendações sanitárias das autoridades nacionais e tomando medidas próprias de proteção e segurança, funcionários da sede em Brasília e dos escritórios em Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo e da missão em Buenos Aires estão trabalhando remotamente. O escritório em Boa Vista continua oferecendo os serviços para migrantes.

Em um cenário tão complexo, é ainda mais delicada a situação daqueles que têm dificuldade de acesso aos serviços públicos essenciais, em especial ao sistema de saúde. É o caso de migrantes, pessoas detidas e comunidades em cidades afetadas pela violência armada.

Apesar dos ajustes necessários, a chefe da Delegação do CICV deixa claro que a organização se flexibilizará para seguir fazendo seu trabalho. "Vivemos um momento muito delicado e desafiador. Precisamos continuar ajudando aqueles que mais precisam de nós. O trabalho humanitário não pode e não vai parar. "

Conheça as atividades que o CICV está realizando frente à pandemia de Covid-19, tanto no Brasil como nos países do Cone Sul:

  • Oferta de serviços de conectividade nos postos de atendimento para migrantes, com chamadas telefônicas, acesso gratuito à internet e recarga de baterias. O programa Restabelecimento de Laços Familiares (RLF) é oferecido em Roraima, estado na fronteira do Brasil com Venezuela, e em Manaus (AM). As obras hidráulicas para prover água em Pacaraima (RR) também continuam, ao serem essenciais para a higiene.
  • Apoio às Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha, em conjunto com a Federação Internacional. Até o momento, assistência no Centro de Monitoramento e Atenção Psicossocial, serviço da Cruz Vermelha Argentina, que incluirá atenção telefônica para dar informações 24 horas sobre COVID-19 e seguimento de casos confirmados ou suspeitos que estão em isolamento e precisam de apoio entre outras ações.
  • Acesso Mais Seguro (AMS) - O trabalho das equipes de AMS para Serviços Públicos Essenciais realizado em parcerias em seis cidades brasileiras continua, mas vai promover ações para o fortalecimento do respeito aos profissionais de saúde e o cuidado da saúde física e mental desses profissionais.
  • Promoção de intercâmbio entre as autoridades penitenciárias dos cinco países para dialogar sobre os desafios enfrentados na condução do combate à pandemia e sobre os protocolos implementados nos centros de detenção em seus países. A expansão de doenças contagiosas em contextos penitenciários é muito mais provável. O CICV produziu um material sobre Respostas de Saúde em Detenção ao COVID-19.

Fonte: Ascom CICV

Próxima notícia

Dê sua opinião: