Brasil

FRAUDE BILIONÁRIA

Caso Master pode ser a maior fraude bancária do país, diz ministro da Fazenda

Caso envolve liquidação do banco Master e suspeitas de fraude em operações bilionárias

Da Redação

Terça - 13/01/2026 às 15:53



Foto: Agência Brasil Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que a investigação sobre o Banco Master tem potencial para se tornar o maior escândalo de fraude bancária já registrado no país. A declaração foi feita em Brasília, onde o ministro reforçou que o governo monitora rigorosamente o processo de liquidação da instituição.

“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, disse o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda.

A liquidação ocorreu após investigadores descobrirem negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o Banco de Brasília (BRB) num valor de R$ 12,2 bilhões.

Haddad destacou a necessidade de cautela técnica, mas prometeu firmeza na defesa do interesse público. "Temos que tomar todas as cautelas devidas, garantindo o espaço para a defesa, mas sendo firmes em relação ao que tem que ser defendido", pontuou.

O ministro fez questão de blindar a atuação da autoridade monetária, que decretou a liquidação do banco e declarou total confiança no trabalho do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, classificando a apuração da equipe técnica como "muito robusta".

Articulação com o TCU

O ministro também revelou que tratou do assunto com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo ele, houve avanços na interlocução entre os órgãos de controle e o Banco Central. De acordo com Haddad, a reunião realizada na segunda-feira (12) entre Galípolo, Vital do Rêgo e o relator da apuração no TCU, Jhonatan de Jesus, indicou uma convergência de entendimento sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master.

“Aparentemente, houve uma boa convergência em relação à leitura dos fatos e à importância da apuração”, disse Haddad.

Impacto sobre FGC

Ao comentar os desdobramentos do caso, o ministro destacou a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger depositantes em situações de quebra bancária. O ministro lembrou que o fundo é abastecido não apenas por bancos privados, mas também por instituições públicas.

“O FGC é composto por recursos de todo o sistema, inclusive de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”, afirmou.

Após a liquidação do Banco Master, o FGC deverá honrar depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as regras vigentes. O titular da Fazenda ressaltou que o episódio reforça a importância de mecanismos de proteção ao sistema financeiro e aos correntistas.

Para Haddad, a investigação completa do caso será fundamental para esclarecer responsabilidades e evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

Fonte: Agência Brasil

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