Brasil

ACESSO A JUSTIÇA

Brasileiros enfrentam dificuldade para acessar informações jurídicas

Pesquisa revela que 70% têm dificuldade para encontrar direitos legais e judiciais.

Teresinha Ferreira

31 de agosto de 2026 às 15:24 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • 70% dos brasileiros que se consideram vítimas de ilegalidades acham difícil encontrar informações sobre seus direitos.
  • 72% dos entrevistados ou alguém de sua casa tiveram ou suspeitam ter tido direitos violados nos últimos 12 meses.
  • Desses, 36% têm certeza da violação e 36% apenas suspeitam.
  • Foram realizadas 1,5 mil entrevistas em todo o Brasil, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
  • 60% dos entrevistados não buscam seus direitos por falta de conhecimento de como proceder.
  • Entre os que identificaram violações, 33% buscaram solução, 10% iniciaram processo e 17% concluíram questões legais.
  • Paulo Mariante ressalta a necessidade de políticas educativas sobre direitos desde a escola.
  • Mariante critica a complexidade da linguagem jurídica e aponta que as defensorias públicas são recentes no Brasil.
  • Ele afirma que é preciso "vontade política" para garantir acesso democrático aos direitos.

Agência Brasil Pesquisa da Ipsos
Pesquisa da Ipsos

Uma pesquisa da Ipsos, encomendada pelo portal Jusbrasil, revela que 70% dos brasileiros que acreditam ter sido vítimas de ilegalidades consideram difícil ou muito difícil encontrar informações sobre seus direitos e processos judiciais. O levantamento, apresentado pela Agência Brasil, destaca a complexidade no acesso a direitos legais.

A pesquisa indica que 72% dos entrevistados ou alguém de seus domicílios tiveram ou podem ter tido algum direito violado nos últimos 12 meses. Desse total, 36% têm certeza da violação, enquanto outro 36% apenas suspeitam.

Foram realizadas 1,5 mil entrevistas em todas as regiões do país, entre 28 de julho e 4 de agosto, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

O estudo destaca que 60% dos entrevistados deixam de buscar direitos ou benefícios por não saber como proceder. Já entre aqueles que identificaram uma violação, 33% buscaram uma solução, 10% estão iniciando um processo, e 17% já finalizaram questões legais.

Paulo Mariante, advogado da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares, enfatiza a importância de políticas educativas para democratizar o conhecimento dos direitos desde o ensino básico. Ele critica a linguagem jurídica complexa por dificultar o acesso a informações essenciais.

Mariante aponta que defensorias públicas, estabelecidas para auxiliar juridicamente pessoas de baixa renda, ainda são recentes no Brasil. Segundo ele, só com "vontade política" o Estado poderá efetivamente garantir o acesso democrático aos direitos.

Fonte: Agência Brasil