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DESIGUALDADES NO BRASIL

Brasil avança no combate à pobreza, mas desigualdadades persistem

Estudo revela melhora na renda e segurança, mas desigualdades de gênero e raça aumentam.

Teresinha Ferreira

12 de agosto de 2026 às 14:16 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Brasil fez progressos em 34 de 48 indicadores de desigualdade.
  • Houve melhorias na renda média, mercado de trabalho, redução da pobreza e segurança alimentar.
  • Melhoras na saúde incluem redução da desnutrição infantil, e na educação, a queda do analfabetismo.
  • Pioras incluem aumento na disparidade salarial de gênero e maior concentração de renda.
  • Persistem desigualdades raciais, especialmente no Norte e Nordeste.
  • Crescimento econômico beneficiou grupos sociais, mas não eliminou disparidades históricas.
  • Relatório é a quarta edição desde 2023, com dados de 2025.
  • Faltas de dados atualizados não comprometem a análise, segundo Adriana Marcolino.
  • Avanços são desiguais, refletindo a complexidade dos números gerais, como observou Betina Ferraz Barbosa.

Agência Brasil Desigualdadades no Brasil
Desigualdadades no Brasil

Um relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 mostra que o Brasil progrediu em 34 dos 48 indicadores avaliados para medir o enfrentamento das desigualdades. Os principais avanços estão na melhoria da renda média, no aumento do mercado de trabalho, na redução da pobreza e em maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

Embora índices de saúde, como a redução da desnutrição infantil, e de educação, como a queda do analfabetismo, tenham melhorado, alguns indicadores pioraram. O número de mulheres com remuneração inferior à dos homens aumentou, a concentração de renda agravou-se e condições desfavoráveis à população negra persistem, especialmente no Norte e Nordeste.

O relatório aponta que os mecanismos de reprodução das desigualdades ainda estão ativos. “O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o documento.

Esta é a quarta edição do relatório, iniciado em 2023, com análises atualizadas de 2025, embora alguns dados, como os da Pesquisa de Orçamentos Familiares, não sejam atualizados anualmente. Adriana Marcolino, diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, afirma que a indisponibilidade de alguns indicadores não interfere significativamente na análise comparativa.

No prefácio, Betina Ferraz Barbosa, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), destaca que os avanços, embora reais, são desiguais, evidenciando a complexidade por trás dos números gerais.

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Fonte: Agência Brasil