Saúde

FALSIFICAÇÃO DE REMÉDIOS

Maioria dos brasileiros teme comprar remédios online por falsificação

Pesquisa aponta que 69% dos consumidores estão preocupados com produtos falsos na internet.

Teresinha Ferreira

21 de agosto de 2026 às 18:34 ▪ Atualizado há 39 minutos

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  • 69% dos brasileiros temem medicamentos falsificados na internet.
  • Pesquisados acreditam que plataformas vendem produtos sem registro.
  • Estudo realizado pela Abrafarma com 2.024 pessoas de diferentes regiões.
  • 59% temem receber medicamentos vencidos ou mal armazenados.
  • 82% acham que vendas digitais devem ser restritas a farmácias licenciadas.
  • 71% creem que medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns.
  • Anvisa revogou restrições para vendas em plataformas como iFood e Rappi, com regulamentações pendentes.
  • Lei permite que farmácias licenciadas usem plataformas digitais com regulamentação sanitária.
  • CEO da Abrafarma defende supervisão rigorosa para vendas online.
  • Procon-RJ ressalta responsabilidade das farmácias e plataformas pela qualidade dos produtos.
  • 95% dos brasileiros já compraram online, mas 69% tiveram experiências negativas.
  • Presença de farmacêutico e plataformas conhecidas aumentam confiança.

Agência Brasil Compra de  remédios online
Compra de remédios online

Uma recente pesquisa do Instituto QualiBest revelou que 69% dos consumidores brasileiros temem adquirir medicamentos falsificados pela internet. Esses receios são amplificados pela percepção de que as plataformas de venda online são responsáveis por ofertar produtos sem registro ou de origem duvidosa.

O estudo, encomendado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), entrevistou 2.024 pessoas em diversas regiões do país, responsáveis pela compra de medicamentos em casa, entre os dias 13 e 17 de julho.

Além da preocupação com falsificação, 59% dos participantes expressaram medo de receber medicamentos vencidos ou mal armazenados. Para 82%, as vendas digitais deveriam ser restritas a farmácias licenciadas, enquanto 71% acreditam que medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns nas plataformas digitais.

Anvisa

Em agosto, a Anvisa revogou restrições para a venda de medicamentos em plataformas como iFood e Rappi. Contudo, ela destacou que isso não autoriza automaticamente a venda nesses canais. A Lei nº 15.357/2026 permite que farmácias licenciadas utilizem plataformas digitais, desde que respeitadas as regulamentações sanitárias.

Segundo o CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto, a venda online de medicamentos deve seguir regras rígidas de supervisão. A Anvisa ainda não divulgou normas específicas, mas a regulamentação pretende equilibrar riscos e benefícios, ampliando o acesso sem comprometer a segurança.

Responsabilidade das plataformas

O diretor jurídico do Procon-RJ, Silvio Romero, afirmou que farmácias e plataformas são responsáveis pela qualidade dos medicamentos vendidos. Ele destacou que a regulamentação ainda é necessária para garantir que apenas farmácias autorizadas realizem vendas digitais. O consumidor deve ficar atento ao preço e à procedência dos produtos para evitar fraudes.

A pesquisa também mostrou que 95% dos brasileiros já realizaram compras online, mas 69% relataram experiências negativas. A presença de um farmacêutico e a compra de plataformas conhecidas são fatores que aumentam a confiança dos consumidores.

Fonte: Agência Brasil