PIB
Teresinha Ferreira
22 de setembro de 2026 às 15:18 ▪ Atualizado há 44 minutos
O Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, baixando de 2,3% para 2%. Para 2027, a expectativa caiu de 2,5% para 2,3%. As informações constam no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta terça-feira (22).
A revisão reflete os efeitos dos juros restritivos sobre a economia, afetando mais os setores de serviços e indústria. A equipe econômica projeta uma flexibilização monetária mais gradual que o inicialmente esperado.
Em relação à inflação, a previsão do IPCA para 2026 caiu de 5,1% para 4,9%, ainda acima do teto da meta de 4,5%. Esta revisão incorpora os resultados do IPCA, que ficaram abaixo do esperado, principalmente nos preços de alimentos.
A expectativa para serviços foi reduzida de 2,4% para 1,8%, enquanto a indústria caiu de 2,1% para 1,7%. A agropecuária é uma exceção, com melhora de 1,8% para 2,8% no crescimento.
Para 2027, o cenário previsto combina menor crescimento do PIB e inflação mais alta, com o PIB revisto para 2,3% e o IPCA para 3,8%. A elevação da inflação é atribuída a possíveis efeitos do El Niño sobre a produção agrícola.
A Fazenda também ajustou a previsão sobre a política monetária, com efeitos esperados nos setores mais sensíveis. A redução dos juros deve estimular a demanda e os investimentos.
O Boletim Macrofiscal serve como base para a elaboração do orçamento e planejamento econômico do governo, com novos parâmetros a serem utilizados nos relatórios financeiros futuros.
Fonte: Agência Brasil