CIÊNCIA NA POLÍTICA
Teresinha Ferreira
14 de setembro de 2026 às 12:55 ▪ Atualizado há 2 horas
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) alertou para a falta de discussões sobre ciência na atual campanha eleitoral. De acordo com Francilene Garcia, presidenta da entidade, temas cruciais como a transição energética e o envelhecimento populacional têm sido ofuscados por escândalos políticos.
Garcia, professora da Universidade Federal de Campina Grande, criticou a falsa dicotomia entre discutir a integridade das instituições e planejar o futuro do país. Ela destacou a importância de incorporar a ciência na agenda não só para enfrentar crises sanitárias, mas também para explorar de forma eficiente os recursos minerais do Brasil.
Em entrevista à Agência Brasil, Garcia ressaltou que a ciência continua marginalizada no debate, mesmo após eventos climáticos extremos e a pandemia de Covid-19. Ela afirmou que a ausência de projetos voltados para o desenvolvimento científico ameaça o futuro do país.
O Observatório das Eleições, iniciativa da SBPC, pretende engajar candidaturas em temas como mudanças climáticas e inteligência artificial, embora apenas uma candidatura federal tenha se comprometido até agora.
Além da ciência, a SBPC aponta a urgência de discutir infraestrutura de saúde para enfrentar potenciais crises pandêmicas e estratégias de transformação digital no Brasil. Segundo Garcia, esses temas deveriam estar no centro do debate político, mas são negligenciados pela classe política.
Garcia finaliza alertando que o Brasil precisa planejar sua soberania para a próxima década, principalmente com o aumento da população idosa. Ela enfatiza que a ciência deve ser parte essencial dessa estratégia para evitar que o país se torne apenas um exportador de matéria-prima.
Fonte: Agência Brasil
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