CONTRA O TRABALHADOR
Da Redação
21 de agosto de 2026 às 16:10 ▪ Atualizado há 1 hora
A economista Daniella Marques, responsável pela área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta sexta-feira (21) a proposta de reduzir a jornada máxima de trabalho no Brasil e acabar com a escala 6x1, ela disse que o trabalhador tem o direito de escolher "trabalhar o quanto quiser". A declaração foi dada durante um evento promovido pelo Lide, no Rio de Janeiro.
Daniella defendeu que trabalhadores e empregadores tenham maior liberdade para definir as jornadas de trabalho e afirmou que o Estado não deveria interferir nesse tipo de negociação. Na avaliação dela, a discussão sobre o fim da escala 6x1 não seria o principal problema das relações trabalhistas.
“O problema não é a 6 x 1. O problema é a falta de liberdade do cidadão para discutir o seu contrato com o empregador, sem o Estado interferir. Então, somos a favor da liberdade e da ampliação dessa liberdade”, afirmou.
A economista também classificou como “populista” a discussão sobre a redução da jornada e argumentou que uma mudança poderia elevar os custos para empresas e setores produtivos.
“É um debate populista, inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser. É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa (com a redução da jornada) enquanto quem produz não vai ter condição (de arcar com o aumento do custo de mão de obra). Vai ter um custo enorme em relação a isso”, declarou.
Daniella defende diferentes modelos de jornada
Responsável pela área econômica do programa de governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques afirmou ainda que diferentes formatos de jornada deveriam ser permitidos, cabendo ao trabalhador e ao empregador estabelecer as condições do contrato.
“Deveríamos ter todas as jornadas permitidas, cabendo ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma eles querem construir os seus contratos”, disse.
A posição coloca a equipe econômica de Flávio Bolsonaro em oposição à proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apoia a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.
A proposta prevê dois dias de descanso por semana e, na prática, representa o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias e tem um dia de folga.
Tema ganhou espaço na campanha presidencial
A redução da jornada de trabalho se tornou uma das pautas presentes no debate eleitoral de 2026. Lula tem defendido a mudança como uma medida voltada à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.
Já a equipe econômica de Flávio Bolsonaro sustenta que a definição das jornadas deve ter maior flexibilidade e ser negociada diretamente entre empregados e empregadores.
Daniella Marques foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro e atualmente integra a equipe responsável pela elaboração do programa econômico de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.
Fonte: Brasil 247
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