Polícia

CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA

Moraes decide cassar aposentadoria de ex-diretor da PRF

Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos de prisão em trama golpista.

Teresinha Ferreira

21 de agosto de 2026 às 19:08 ▪ Atualizado há 41 minutos

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  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cassou a aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF.
  • Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participar de uma trama golpista no governo Bolsonaro.
  • A condenação inclui a perda de cargo, mas ele havia se aposentado aos 47 anos.
  • Moraes declarou que a perda do cargo público por condenação criminal afetará servidores inativos, retirando sua aposentadoria.
  • A decisão foi enviada à Advocacia Geral da União para execução imediata.
  • A PGR acusou Silvinei de usar blitze para impedir eleitores pró-Lula no segundo turno de 2022.
  • A defesa de Silvinei refutou as acusações, alegando uma campanha de desinformação contra ele.

Agência Brasil Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques
Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a cassação da aposentadoria do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, conforme decisão desta sexta-feira (21).

Silvinei foi condenado no ano passado a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista durante o governo de Jair Bolsonaro. A sentença incluiu também a perda do cargo, porém, antes disso, ele havia conseguido se aposentar aos 47 anos.

De acordo com Moraes, a perda do cargo público em virtude de condenação criminal se estende aos servidores inativos, implicando na cassação da aposentadoria.

“Diante de todo o exposto, nos termos do art. 21 do RISTF, remeta-se o acórdão dos embargos de declaração à Advocacia Geral da União, determinando o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a Silvinei Vasques, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de policial rodoviário federal”, afirmou Moraes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Silvinei teria impedido eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva de se deslocarem durante o segundo turno das eleições de 2022, utilizando blitze em rodovias do Nordeste.

A defesa de Silvinei negou as acusações de barrar eleitores e alegou que ele foi alvo de uma "tempestade midiática" e de notícias falsas nas redes sociais.

Fonte: Agência Brasil