Municípios

DECISÃO JUDICIAL

Suplente de vereador é condenado à prisão por violência contra ex-mulher em Geminiano

Jairo Costa recebeu pena de quase oito anos de prisão e deverá pagar indenização de R$ 10 mil à vítima; político recorre da decisão

Da Redação

24 de julho de 2026 às 12:55 ▪ Atualizado há 59 minutos


Instagram Suplente de vereador Jairo Costa
Suplente de vereador Jairo Costa

A Justiça do Piauí condenou o suplente de vereador Jairo Costa (Podemos) de Geminiano, município localizado a 345 quilômetros de Teresina, a quase oito anos de prisão por ameaça, agressão, descumprimento de medida protetiva, dano qualificado, constrangimento e cárcere privado contra a ex-mulher.

A decisão da 1ª Vara Criminal de Picos determinou uma pena de 7 anos, 10 meses e 21 dias de reclusão, além do pagamento de R$ 10 mil por danos morais à vítima.

A sentença foi assinada pelo juiz Rodrigo Laurentino na terça-feira (21). O político, responde ao processo em liberdade.

Os crimes ocorreram em setembro de 2024, período em que Jairo Costa disputava uma vaga na Câmara Municipal de Geminiano.

De acordo com a decisão judicial, o suplente teria chamado a ex-companheira para a residência onde o casal morava, mesmo existindo uma medida protetiva que determinava restrições de contato entre os dois.

Segundo a sentença, durante o episódio, a vítima teria sido pressionada a gravar vídeos com informações falsas de que teria recebido dinheiro de adversários políticos para prejudicar a campanha eleitoral de Jairo Costa.

Ainda conforme o processo, a mulher não aceitou fazer as gravações exigidas e, após a recusa, teria sido agredida. A decisão aponta também que o celular e os óculos da vítima foram danificados durante a ocorrência.

Antes de ser preso em flagrante, Jairo Costa foi até uma delegacia acompanhado da ex-companheira e do advogado. Após receber voz de prisão, conforme a decisão judicial, ele deixou o local a pé, mas foi encontrado posteriormente por policiais na casa da vítima.

Na época dos fatos, Jairo ainda era candidato a vereador. Após a conclusão dos procedimentos policiais e judiciais, ele passou a responder ao processo em liberdade.