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EXPLORAÇÃO INFANTIL

Unicef: 15 milhões de crianças acessam conteúdo sexual impróprio

Relatório revela que 9 milhões foram induzidas a conversas ou troca de imagens.

Teresinha Ferreira

06 de setembro de 2026 às 14:15 ▪ Atualizado há 11 horas

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  • Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes em 21 países enfrentaram exploração ou abuso sexual online em um ano.
  • O relatório "Pelos Olhos das Crianças" da Unicef destaca o papel das tecnologias nesses abusos.
  • 9 milhões foram forçados a participar de conversas ou compartilhar imagens de teor sexual.
  • 4 milhões tiveram suas imagens vazadas sem consentimento.
  • Aproximadamente 15 milhões receberam conteúdo sexual indesejado.
  • Redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok são os principais meios, com 60% dos casos ocorrendo nessas plataformas.
  • 14% dos crimes aconteceram em jogos online.
  • Mais da metade das agressões foram por conhecidos, e 38% dos agressores foram encontrados online.
  • Dos 21 mil jovens entrevistados, muitos não sabem a quem denunciar.
  • No Brasil, 19% enfrentaram essa violência, com menos de 1% denunciando.
  • Instagram e WhatsApp são as principais plataformas de risco no Brasil.

Agência Brasil Conteúdo sexual impróprio
Conteúdo sexual impróprio

Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes de 21 países enfrentaram exploração ou abuso sexual online em um ano, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O relatório intitulado "Pelos Olhos das Crianças" detalha como tecnologias facilitam tais abusos.

O estudo aponta que 9 milhões foram forçadas a participar de conversas de teor sexual ou a compartilhar imagens sem consentimento, enquanto 4 milhões tiveram imagens vazadas. Além disso, aproximadamente 15 milhões receberam conteúdo sexual indesejado.

As redes sociais são citadas como o principal meio de ocorrências, com cerca de 60% dos casos em plataformas como Facebook, Instagram e TikTok. Jogos online também representam risco, com 14% dos crimes ocorrendo nesses ambientes.

O relatório destaca que mais da metade das agressões foram cometidas por conhecidos das vítimas, e 38% dos agressores foram encontrados na internet, sugerindo violações facilitadas por conta de perfis falsos.

Produzido a partir das percepções de 21 mil jovens entre 12 e 17 anos, o documento revela que muitos não denunciam por não saber a quem recorrer. A diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, reforça a necessidade de apoio, afirmando que “muitas crianças sofrem em silêncio”.

No Brasil, 19% dos entrevistados sofreram esse tipo de violência, com menos de 1% denunciando. Redes sociais lideram os canais perigosos, especialmente Instagram e WhatsApp.

Fonte: Agência Brasil