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BIODIVERSIDADE

Proteção da biodiversidade mundial requer investimento trilionário

Relatório aponta necessidade de US$ 1,3 trilhão anuais para enfrentar a crise

Teresinha Ferreira

24 de setembro de 2026 às 12:44 ▪ Atualizado há 38 minutos

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  • Investimentos anuais de US$ 1,317 trilhão são necessários para combater a crise da biodiversidade.
  • O déficit de financiamento para a proteção da natureza quase dobrou desde 2020.
  • Relatório realizado pela The Nature Conservancy, WWF e Paulson Institute.
  • Carter Roberts (WWF) destaca a eficácia do mercado de carbono e dos Acordos de Financiamento de Projetos para Permanência.
  • Para cada dólar investido em proteção, 30 são gastos em destruição.
  • Henry M. Paulson Jr. sugere ajustes nos subsídios para liberar fundos para financiamento sustentável.
  • Reformas em subsídios e reconhecimento da natureza como ativo econômico são recomendados.
  • Instituições financeiras devem mobilizar recursos para sustentar a biodiversidade.
  • Combinação de ações climáticas e de biodiversidade deve ser integrada nos planos de governos e empresas.
  • Jennifer Morris (The Nature Conservancy) reforça a implementação de soluções já conhecidas.

Agência Brasil Biodiversidade
Biodiversidade

O combate à crise da biodiversidade, que ameaça diversas formas de vida no planeta, exige investimentos de US$ 1,317 trilhão anuais, além do que já se aplica atualmente. Essa necessidade é apontada pelo relatório Financing Nature 2026: uma atualização de meio de década - do progresso isolado à implementação em escala, realizado pela The Nature Conservancy (TNC), World Wildlife Fund (WWF) e Paulson Institute.

A análise mostra que o déficit de financiamento quase dobrou desde 2020, passando de US$ 711 bilhões para os atuais US$ 1,3 trilhão. Carter Roberts, presidente da WWF nos Estados Unidos, destaca a eficácia de mecanismos como o mercado de carbono e os Acordos de Financiamento de Projetos para Permanência (PFP).

O estudo critica políticas que prejudicam a natureza, revelando que para cada dólar investido em proteção, 30 são gastos em destruição. Henry M. Paulson Jr., do Paulson Institute, afirma que ajustar subsídios poderia liberar os fundos necessários para o financiamento sustentável.

O relatório sugere reformas nos subsídios prejudiciais, ampliação de iniciativas bem-sucedidas e reconhecimento da natureza como ativo econômico essencial. Também recomenda que instituições financeiras mobilizem recursos para sustentar a biodiversidade.

Combinando ações climáticas e de biodiversidade, as estratégias devem integrar os planos de governos e empresas para efetivar mudanças significativas.

Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy, enfatiza que o relatório serve como um chamamento para implementar soluções eficazes já conhecidas.

Fonte: Agência Brasil