Economia

REGULAÇÃO DE CRIPTOMOEDAS

Banco Central endurece regras para criptomoedas

Transações de US$ 10 mil com carteiras próprias devem ser reportadas ao Coaf

Teresinha Ferreira

24 de setembro de 2026 às 00:35 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • Novas medidas do Banco Central para regular transações com criptomoedas serão implementadas em 1º de outubro de 2026.
  • Transações de US$ 10 mil ou mais, envolvendo carteiras autocustodiadas, devem ser notificadas ao Coaf.
  • Objetivo é combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.
  • Empresas do setor precisam enviar novas informações ao Banco Central para supervisão.
  • Transferências internacionais também serão monitoradas e comunicadas automaticamente ao Coaf para valores acima de US$ 10 mil.
  • Carteiras autocustodiadas permitem controle total pelo usuário, exigindo maior fiscalização.
  • Empresas devem formalizar pedidos de autorização junto ao BC até a data estipulada.
  • As regras visam melhorar a supervisão e reduzir riscos no mercado de ativos virtuais.

Agência Brasil Regulação de criptomoedas
Regulação de criptomoedas

O Banco Central (BC) adotou novas medidas de controle sobre operações com ativos virtuais, exigindo que transações de criptomoedas de valor igual ou superior a US$ 10 mil, realizadas de ou para carteiras autocustodiadas, sejam notificadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Essas diretrizes, que entram em vigor em 1º de outubro de 2026, integram iniciativas para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. As empresas do setor também terão que enviar novas informações para a supervisão do BC.

A partir dessa data, as transferências que envolverem carteiras autocustodiadas e valores em moeda estrangeira também estarão sob vigilância, exigindo comunicação automática ao Coaf para valores iguais ou superiores a US$ 10 mil.

Carteiras autocustodiadas são aquelas sobre as quais o usuário tem total controle dos ativos sem intermediários. Essa característica demanda maior fiscalização para garantir a transparência das transações.

As empresas atuantes deverão formalizar seus pedidos de autorização junto ao BC até 1º de outubro de 2026, com procedimentos adicionais para evitar a associação com entidades não autorizadas.

As regras reforçam a intenção do BC de aumentar a quantidade e qualidade das informações sobre o mercado de ativos virtuais, visando supervisão mais rigorosa e redução de riscos.

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Fonte: Agência Brasil