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CRIMES AMBIENTAIS

MPF reforça combate a crimes ambientais em conferência internacional

Evento em Brasília discute estratégias globais para deter redes criminosas na Amazônia

Teresinha Ferreira

05 de outubro de 2026 às 00:54 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O MPF participou da II Conferência Internacional de Inteligência Ambiental em Brasília para discutir estratégias contra crimes ambientais.
  • O evento enfatizou a importância da cooperação internacional e da inteligência estratégica na proteção socioambiental.
  • Luiza Frischeisen, do MPF, destacou a necessidade de modernizar a Lei de Crimes Ambientais para enfrentar crimes complexos.
  • Foram abordadas formas de atingir financeiramente o crime organizado, utilizando legislações como a Lei de Lavagem de Ativos.
  • Rotas no Norte ligam tráfico de madeira e mineração ilegal ao tráfico de drogas e armas.
  • A nova Lei Antifacção está sendo usada para punir grupos criminosos, desmantelando suas operações.
  • A cooperação entre países amazônicos é crucial para combater financiadores do garimpo ilegal, utilizando a Convenção de Minamata.
  • O Brasil propôs alterações à Convenção de Palermo para tratar crimes ambientais como graves.
  • O MPF utiliza tecnologias como sensoriamento remoto e o Sismin-MPF para investigações, incluindo contra o tráfico de barbatanas de tubarão.

Ministério Público Federal (MPF) Redes criminosas na Amazônia
Redes criminosas na Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) destacou novas estratégias no combate aos crimes ambientais durante a II Conferência Internacional de Inteligência Ambiental, realizada em Brasília. Promovido pelo Ibama e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o encontro reuniu autoridades internacionais para fortalecer a cooperação no combate a crimes ambientais transnacionais.

A subprocuradora-geral da República, Luiza Frischeisen, representou o MPF no evento. Ela abordou a importância da inteligência estratégica e da cooperação internacional na proteção socioambiental. Segundo Frischeisen, a atuação jurídica ambiental deve focar não apenas na reparação de danos, mas na prevenção para futuras gerações.

Frischeisen destacou a necessidade de modernizar a Lei de Crimes Ambientais, em vigor há quase 30 anos, para enfrentar a crescente complexidade dos crimes. O MPF tem aplicado legislações como a Lei de Lavagem de Ativos para atingir a estrutura econômica do crime organizado.

Na Região Norte, as rotas de tráfico de madeira e garimpo ilegal são as mesmas utilizadas para o tráfico de drogas e armas. A nova Lei Antifacção tem sido usada para punir grupos criminosos com penas rigorosas, visando desmantelar suas operações logísticas e financeiras.

Para combater a mineração ilegal, o MPF destaca a importância de sufocar financeiramente os responsáveis pelo uso de mercúrio, substância controlada pela Convenção de Minamata. Frischeisen enfatizou a necessidade de cooperação entre países amazônicos na identificação de financiadores do garimpo ilegal.

O Brasil propôs aditivo à Convenção de Palermo para classificar crimes ambientais como graves. A estratégia abrange acordos bilaterais e a colaboração com organismos internacionais para interromper rotas do crime transnacional.

Por fim, o MPF utiliza o Sistema de Inteligência (Sismin-MPF) em investigações com apoio de tecnologias como sensoriamento remoto, fortalecendo a repressão a crimes ambientais, como o tráfico internacional de barbatanas de tubarão.

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Fonte: Ministério Público Federal (MPF)