DEVASTAÇÃO AMAZÔNICA
Teresinha Ferreira
12 de setembro de 2026 às 09:20 ▪ Atualizado há 6 horas
A destruição da Amazônia pode comprometer gravemente os ciclos de chuva que abastecem vastas regiões da América do Sul. Julia Valentim Tavares explica que a floresta atua como uma "máquina de chuva", liberando entre 200 e 300 litros de água diariamente por árvore.
Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, destaca a importância da floresta no ciclo de água, nutrientes e carbono globalmente. "A Amazônia não apenas sustenta a vida regional, mas é vital para todo o planeta", explica Peñaclaros, que falou no TEDxAmazônia.
As cientistas alertam que atividades como mineração, narcotráfico, desmatamento e queimadas ameaçam o bioma. Isso tem impactado a conectividade ambiental essencial, resultando em menos chuvas e maiores secas no Brasil e na Bolívia.
Estudos liderados por Valentim no "arco do desmatamento" revelam que se as árvores não conseguem água, suas estruturas internas podem se danificar, levando à morte por "sede". Este fenômeno está ligado ao aumento das secas.
Marielos menciona ainda os efeitos intensificados pelo aquecimento global, agravados pelo fenômeno El Niño. A seca de 2024, que afetou boa parte da bacia amazônica, causou problemas de abastecimento em cidades como Bogotá e Quito.
A Amazônia, ao sofrer queimadas recordes, tornou-se um emissor de carbono, agravando o aquecimento global. A previsão de um novo super El Niño intensifica os temores de especialistas.
Peñaclaros destaca a urgência em reduzir emissões de gases do efeito estufa e aumentar a regeneração de áreas degradadas para preservar a floresta e seu papel crucial como um "sumidouro de carbono".
Fonte: Agência Brasil