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Solidariedade alinhava acordo com Wellington Dias


Governador Wellington Dias com a deputada federal Marina Santos

Governador Wellington Dias com a deputada federal Marina Santos Foto: Instagram

O Governo do Estado reclama da dificuldade financeira, aprova uma reforma administrativa para cortar despesas e diminuir gastos, mas anda na contramão quando convoca suplentes para o Executivo. A opinião é da vice-governadora Regina Sousa. E tem mais gente chegando. E vem com fome.

Depois de desembarcar de malas e cuias do Solidariedade do Piauí, no dia 7 de março passado [após tentar uma sombrinha do PSL de Jair Bolsonaro], o deputado Evaldo Gomes alinhava um novo acordo com o governo Wellington Dias - de quem já foi aliado, depois desafeto e agora tenta novamente se reaproximar do Palácio de Karnak, inclusive fazendo as vezes de mediador de conflitos entre governo e oposição. "Essa alma quer reza", alfinetou um colega de parlamento sobre o "espírito desarmado" do ex-presidente do PTC.

O comentário no Instagram da deputada federal Dra. Marina Santos [ao lado do maridão, o ex-prefeito de Novo Oriente, Marcos Vinicius, ela bateu um longo papo com o governador do Piauí, em Brasília], é um indício de que as almas solidárias querem reza. E reza forte. O encontro na capital federal foi o pontapé, o início, das articulações para o retorno do grupo político de Evaldo Gomes para a base do governo. 

"Agradável encontro com o governador do nosso Piauí, Wellington Dias. Na pauta, ações que irão beneficiar o nosso estado e nossa população", escreveu Marina no Instagram, na legenda da foto com WDias. Uma nova conversa ficou acertada, desta vez com Evaldo Gomes presente.

Base inchada

A vice-governadora Regina Sousa, em entrevista ontem (29), advertiu que a dificuldade financeira do Estado, deveria ser impecilho para a convocação de deputados para cargos no Executivo, abrindo vaga na Assembleia Legislativa para os suplentes da coligação governista que elegeu Wellingon Dias pela quarta vez em primeiro turno.

Essa "dificuldade de caixa" e o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal tem sido os principais argumentos para a não concessão de reajustes salariais, implantação de planos de cargos e carreiras, progressões e outros direitos trabalhistas dos servidores públicos.

"O Estado está vivendo um momento difícil. Eu acho que todo mundo tinha que colaborar. Bem no começo eu disse: vamos diminuir aí a chamada de deputados, pois é despesa. Cada vez que você chama um deputado e um suplente entra, é mais despesa que você aumenta. Aí as pessoas querendo sempre mais, sempre mais. De repente no ano que vem melhora tudo e a gente resolve essas coisas", defendeu a vice-governadora.

Regina Sousa não acha legal usar o Estado para resolver questões políticas, inclusive tentar saciar a fome de alguns aliados por cargos. "Resolver no imediato, sacrificando o Estado, não acho legal. Mas as vezes tem que resolver as questões políticas, o governo não pode governar com fissuras aqui e ali. É uma base grande e tem que resolver. Se for necessário, que venha, mas temos que segurar o máximo essa história de trazer pessoas para o governo, pois certamente é despesa que se aumenta e no momento que a gente está vivendo não cabe muito isso", alertou Regina Sousa, coberta de razão.
 

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Sobre a coluna

Paulo Pincel

Paulo Pincel

Paulo Barros é formado em Comunicação Social-Jornalismo/UFPI; com Especialização em Marketing e Jornalismo Político/Instituto Camilo Filho

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