Pressão de aliados irrita WDias: quem manda é o governador


Governador do Piauí, Wellington Dias, na obra da maternidade

Governador do Piauí, Wellington Dias, na obra da maternidade Foto: Francisco Gilásio/CCom

Ninguém mais consegue esconder o descontentamento com a nomeação dos cargos no governo. Nem o governador. A pressão cresceu na última semana e a instabilidade na base governista, que já era grande, tornou-se insuportável. Tanto que o governador Wellington Dias (PT), de saco cheio com tanta cobrança, falou grosso.

Foi nesta segunda-feira (20), durante a inspeção das obras da nova maternidade de Teresina. Dias lembrou que os partidos podem até sugerir, mas quem nomeia, quem manda é o governdor.

"Quem toma decisões é o governador. Eu recebo sugestões dos líderes fazemos isso de forma partilhada. Nos hospitais do interior, por exemplo, nós queremos o melhor perfil para que a unidade de saúde, o hospital possa alcançar o conjunto de metas em cada lugar trabalhar principalmente para o povo m, trabalhar para o lado A lado B ou seja nós vamos vivenciar agora interior onde a orientação é centrar todo mundo naquilo que é de maior relevância, ou seja alcançar objetivos de interesse da nossa população

MDB

O diretório estadual do MDB reuniu as principais lideranças do partido para discutir vários assuntos, como a indicação de cargos no 2º e 3º escalões, candidatura própria e eleição municipal de 2020. Outro assunto tratado foi a reunião de domingo (19), do presidente da Assembleia Legislativa, Themistocles Filho, com o govenador Wellington Dias, quando o deputado apresentou as demandas do partido.

O deputado João Mádison admitiu que existe o desconforto entre os partidos da base governista em relação à indicação de cargos, como a direção dos hospitais do Estado no interior. “Todos nós sabemos. Não adianta nos enganar que o problema dos hospitais cria um certo desconforto na base, principalmente, no nosso partido. No momento que fomos para a luta, trabalhamos e votamos com o governador, merecemos um cargo”, defendeu.

Segundo o deputado, muito dos cargos de direção foram indicados pelo PT na gestão passada. Agora, defende, é a vez dos aliados indicarem esses postos. “Em Esperantina, era normal que o deputado Themistocles Filho pudesse indicar. Em Corrente seria eu. Tem o B. Sá em Oeiras. Tudo isso deixa os partidos da base incomodados. Esperamos o apoio do PT. Na maioria desses hospitais se diz que são técnicos, mas são técnicos do PT que assumem. Nós também temos nosso técnicos, 80% são do PT. Não tem dos outros partidos", reclamou João Mádison.

Progressistas

Em várias entrevistas concedidas nesta segunda-feira (20), no retorno à Assembleia Legislativa, o presidente do Progressistas no Piauí, deputado estadual Júlio Arcoverde, defendeu a criação de uma comissão suprapartidária para definir a nomeação dosc argos no interior, sobretudo a direção de hospitais estaduais. "A gente só pede que seja tratamento igual aos os outros partidos que o apoiaram", defendeu.

“O governador tirou os hospitais dos critérios, mas isso não impede que nós da base possamos dialogar. O governador tem que criar uma comissão de análise formada por técnicos de vários partidos para tratar do assunto", disse em entrevista à TV Cidade Verde.

Júlio Arcoverde passou pouco mais de dois meses no cargo de secretário municipal de Esporte e Lazer da Prefeitura de Teresina. Voltou para a Assembleia Legislativa e criou um abacaxi enorme para o governador, que vai ter que fazer uma "engenharia" política para manter no mandato a deputada Belê Medeiros, do Progressistas. 

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Sobre a coluna

Paulo Pincel

Paulo Pincel

Paulo Barros é formado em Comunicação Social-Jornalismo/UFPI; com Especialização em Marketing e Jornalismo Político/Instituto Camilo Filho

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