SIMEPI denuncia problemas estruturais e falta de médicos no Hospital Buenos Aires

Sindicato aponta fiação exposta, paredes danificadas e demanda elevada; FMS afirma que unidade passa por reforma

O Sindicato dos Médicos do Piauí (SIMEPI) denunciou problemas estruturais e de atendimento no Hospital e Maternidade do Buenos Aires, na zona Norte de Teresina, após uma fiscalização realizada na unidade. Segundo a entidade, foram identificadas condições que podem comprometer a assistência aos pacientes e a segurança de profissionais.

De acordo com a presidente do SIMEPI, médica Lúcia Santos, a estrutura do hospital apresenta problemas que vão desde pisos danificados e paredes deterioradas até fiação exposta e instalações improvisadas.

O sindicato também apontou uma demanda elevada de pacientes para número de médicos disponíveis na unidade, especialmente na obstetrícia.

Segundo Lúcia Santos, a escala da unidade deveria contar com três obstetras de plantão, mas atualmente há dois profissionais disponíveis porque um deles está de licença-maternidade.

A presidente do SIMEPI afirmou que o número de médicos precisa ser compatível com a demanda da maternidade. Caso contrário, segundo ela, seria necessário reduzir o número de pacientes atendidos ou adotar medidas para atrair profissionais para os plantões extras.

“Era para ter três obstetras de plantão e só tem dois porque um está de licença-maternidade. A demanda tem que ser correspondente ao número de profissionais para atender; senão, seria necessário reduzir o número de pacientes que viessem a ser atendidos aqui na maternidade”, afirmou.

A médica defendeu ainda a contratação de profissionais ou a adoção de valores mais atrativos para os plantões extras.

“Para não prejudicar a população, o que a gente orienta para o gestor é que contrate ou, então, deixe os valores de plantão extra atrativos para os médicos poderem pegar os plantões extras”, completou.

FMS afirma que hospital está em reforma

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que o prédio do Hospital do Buenos Aires está em reforma desde agosto e que a intervenção já contemplou a área da recepção.

Segundo a Fundação, os demais setores que aparecem nas imagens divulgadas pelo sindicato estão previstos no cronograma da obra e serão reformados nas próximas etapas.

Sobre a quantidade de médicos obstetras, a FMS contestou a informação apresentada pelo sindicato e afirmou que a unidade conta com três profissionais da especialidade por turno de plantão.

Ainda de acordo com a Fundação, atualmente um dos médicos está afastado por questões legais. Para manter a assistência, a equipe responsável pela unidade providencia semanalmente um profissional substituto para completar a escala enquanto durar o afastamento.

Fiscalização

O SIMEPI afirmou que continuará realizando fiscalizações e cobrando providências para melhorar as condições de trabalho dos médicos e garantir atendimento adequado à população.

A entidade defendeu investimentos na estrutura da saúde pública e afirmou que pacientes e profissionais precisam de condições consideradas dignas e seguras.

A FMS, por sua vez, informou que os setores apontados durante a fiscalização serão contemplados nas próximas etapas da reforma do hospital.

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