A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (27), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da jornada 6x1. A medida gerou reações diversas entre entidades de trabalhadores e do setor patronal.
Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a aprovação é uma "vitória histórica" da classe trabalhadora, resultado de anos de reivindicação e mobilização social junto ao Congresso. A entidade convocou os trabalhadores a manterem a pressão para que o Senado continue com a tramitação da matéria.
Em contrapartida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera a proposta "inadequada e inoportuna", alertando que a redução da jornada sem uma transição adequada pode aumentar os custos, pressionar preços e afetar o emprego.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também manifestou sua preocupação, classificando a decisão como um "grave retrocesso" que pode anular acordos coletivos e comprometer a segurança jurídica.
Centrais sindicais, como a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), destacaram o apoio do governo federal e ressaltaram o processo de negociação com parlamentares para alcançar a aprovação.
Na área agrícola, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) considerou a PEC como um passo importantíssimo para uma vida digna aos trabalhadores, permitindo mais tempo para lazer e família.
Por outro lado, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) criticou a medida, estimando que pode gerar custos significativos ao agronegócio, afetando a competitividade e eficiência do setor.