Dr. Jairinho desistiu de adiar novamente o julgamento do caso Henry, que foi retomado nesta segunda-feira (25) pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro. Jairinho chegou a pedir a destituição dos advogados, alegando que Fabiano Tadeu Lopes sofreu um infarto e está hospitalizado.
Jairinho e Monique Medeiros, mãe de Henry, são acusados pela morte do menino em 2021, após uma série de agressões. Na época, Jairinho era vereador no Rio de Janeiro.
Apesar de ter oito advogados, Jairinho considerava Fabiano Lopes essencial, mas a juíza Elizabeth Machado Louro observou que o pedido parecia uma tentativa de atrasar o julgamento, mas ainda assim se preparava para atender ao réu.
Considerando sugestão do promotor Fábio Vieira dos Santos, a juíza ordenou a transferência de Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, uma unidade de segurança máxima.
Ainda durante a decisão, Jairinho restabeleceu seu corpo de advogados, incluindo seu filho Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, permitindo a retomada do julgamento com a formação do júri de cinco homens e duas mulheres.
Foram ouvidas testemunhas de acusação, como delegados e peritos. De acordo com o promotor e a defesa, o julgamento deve durar de cinco a sete dias.
A denúncia alega que em 8 de março de 2021, Jairinho espancou Henry até a morte com a omissão de Monique Medeiros. Ele é acusado de homicídio qualificado e três casos de tortura.
No início do julgamento, Leniel Borel de Almeida Junior, pai de Henry, afirmou que a estratégia da acusação é revelar a influência de Jairinho para ocultar evidências do crime. O advogado de Jairinho nega as acusações, alegando tratar-se de um acidente.
O julgamento foi adiado em março após a defesa de Jairinho abandonar a sessão por não ter acesso às provas.