Tentativa de feminicídio no Rio: mulher é incendiada

Técnica de enfermagem Michele Pinto sofreu queimaduras em 90% do corpo após ataque do ex-marido na Estação Augusto Vasconcelos, Zona Oeste do Rio

Uma técnica de enfermagem identificada como Michele Pinto foi vítima de uma grave tentativa de feminicídio no Rio de Janeiro, após ser incendiada pelo ex-marido na Estação Augusto Vasconcelos, localizada na Zona Oeste da capital fluminense.

O crime ocorreu na noite do ataque, em uma das plataformas de embarque da estação, e causou pânico entre passageiros que estavam no local. Segundo testemunhas, o homem se aproximou da vítima de forma repentina e ateou fogo em seu corpo, fugindo logo em seguida. A ação violenta provocou desespero entre usuários do transporte público, que tentaram ajudar a vítima até a chegada do socorro.

De acordo com relatos iniciais, o agressor não aceitava o fim do relacionamento, hipótese que é investigada como principal motivação do crime. A ocorrência foi rapidamente comunicada às autoridades, que iniciaram buscas na região logo após o ataque.

Michele foi socorrida por equipes de emergência e encaminhada ao Hospital Municipal Rocha Faria, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo. Segundo informações da direção do hospital, a vítima sofreu queimaduras em aproximadamente 90% do corpo e permanece internada em estado crítico, sob cuidados intensivos de uma equipe médica especializada.

O quadro clínico é considerado extremamente delicado, e não há atualização oficial sobre evolução do estado de saúde até o momento da última atualização desta reportagem.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que realizam diligências e buscas para localizar o suspeito. O caso foi registrado e está sendo investigado como tentativa de feminicídio, tipificação prevista na legislação brasileira para crimes motivados por violência de gênero.

A investigação também busca esclarecer a dinâmica completa do ataque, incluindo o tipo de substância inflamável utilizada, a forma de abordagem do agressor e a possível existência de registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. Imagens de câmeras de segurança da estação estão sendo analisadas e testemunhas estão sendo ouvidas pelas autoridades.

O episódio reforça a gravidade dos casos de violência contra a mulher no país, especialmente aqueles ocorridos em contextos de relacionamento abusivo. Situações como essa são frequentemente associadas a histórico de controle, ameaças e agressões anteriores, embora cada caso dependa de investigação individualizada.

A Estação Augusto Vasconcelos permaneceu parcialmente movimentada após o crime, enquanto equipes realizavam o atendimento à vítima e o isolamento da área para perícia. Passageiros relataram choque e medo diante da violência extrema ocorrida em um espaço público de grande circulação.

As autoridades reforçam que denúncias de violência doméstica podem ser feitas por meio de canais oficiais de atendimento, como o Disque 180, que funciona 24 horas e de forma gratuita em todo o país.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que trabalha para localizar o suspeito e esclarecer todas as circunstâncias da tentativa de feminicídio. Novas informações poderão ser divulgadas à medida que o inquérito avançar.