Três mulheres foram presas em Teresina na manhã desta terça-feira (25) durante uma operação da Polícia Civil do Piauí que investiga a suspeita de falsificação, adulteração e comercialização irregular de medicamentos e produtos utilizados em procedimentos estéticos. A ação também resultou na apreensão de tirzepatida, toxina botulínica, ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e outros materiais.
A operação foi deflagrada pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Ordem Econômica e Relações de Consumo (DECCOTERC), que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nos bairros Saci, Dirceu e Uruguai, em Teresina.
Segundo a Polícia Civil, os produtos investigados eram mantidos nas residências das suspeitas. Durante as diligências, os policiais encontraram uma grande quantidade de seringas, ampolas, frascos e embalagens, além de produtos com indícios de falsificação ou adulteração.
Também foram apreendidos materiais que, conforme a investigação, podem indicar a existência de uma estrutura destinada à montagem e apresentação dos produtos falsificados como se fossem originais. Entre os itens encontrados estão caixas confeccionadas em gráficas, além de folhas de etiquetas e adesivos impressos que seriam utilizados em ampolas e embalagens.
Todo o material apreendido será submetido à análise e perícia para identificar a composição, a procedência e os possíveis riscos à saúde dos consumidores.
As investigações buscam esclarecer toda a cadeia envolvida no esquema, desde a origem dos insumos e a possível produção ou adulteração das substâncias até o acondicionamento, rotulagem, distribuição e comercialização.
A Polícia Civil também tenta identificar outros possíveis envolvidos e estabelecimentos que possam ter recebido os produtos. A DECCOTERC alerta que a falsificação ou adulteração de medicamentos e produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais representa um crime grave, especialmente pelo risco de aplicação de substâncias de origem e composição desconhecidas diretamente no organismo dos pacientes.
As investigações continuam, e novas informações poderão ser divulgadas sem comprometer o andamento das diligências.