Sete pessoas foram condenadas pela Justiça Federal no Piauí por participação em um esquema de fraude contra benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que causou um prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos. Segundo a sentença, o grupo utilizava nomes de aposentados mortos e até beneficiários fictícios para obter ou manter pagamentos previdenciários de forma irregular.
Foram condenados Jucivan Medeiros, Nestor Nascimento Neto, Dionatan Silva, Divanildo Nascimento, Paulo Coelho Neto, Francisco Alves Filho e Jeferson Robson Pereira.
Ao todo, 41 benefícios do INSS foram fraudados no Piauí, conforme as informações do processo. Os envolvidos foram condenados pelos crimes de organização criminosa, estelionato e falsificação de documento público.
A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo André dos Santos, da 1ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal no Piauí. A denúncia contra os envolvidos foi apresentada em 28 de junho de 2022.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, a organização criminosa utilizava dados de pessoas que já haviam morrido para conseguir benefícios previdenciários ou manter pagamentos que não deveriam mais ser realizados. O grupo também teria criado beneficiários fictícios para receber os valores.
Ainda segundo a sentença, documentos falsificados eram usados em operações bancárias relacionadas aos benefícios, incluindo saques e contratação de empréstimos.
A Justiça apontou Jucivan Medeiros e Nestor Nascimento Neto como líderes da organização criminosa.
Francisca Soares também foi denunciada pelos crimes atribuídos aos demais integrantes. No entanto, após analisar as provas sobre a participação dela, o juiz decidiu pela absolvição.
Operação investigou fraudes no INSS
As investigações sobre fraudes envolvendo benefícios previdenciários também resultaram em uma operação da Polícia Federal neste ano.
Em abril de 2026, a PF deflagrou a Operação Bórgias 2 para investigar suspeitos de fraudes contra o sistema do INSS no Piauí e no Maranhão. Na ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão em Teresina, além das cidades maranhenses de Codó e Bacabal.
Segundo a investigação policial, os suspeitos utilizavam documentos falsos, alteravam dados cadastrais e modificavam locais de pagamento para viabilizar as fraudes.
A condenação dos sete envolvidos citados nesta sentença é resultado de uma ação penal que apurou um esquema específico de fraude previdenciária no Piauí.