MPPI recomenda que Charles Pessoa pare de publicar conteúdos de operações policiais na internet

Ministério Público aponta possível exposição de investigados e uso de símbolos institucionais em conteúdos divulgados na internet; prazo para manifestação é de 20 dias

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) recomendou que o delegado do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Charles Pessoa, interrompa a publicação de conteúdos relacionados a presos, custodiados, investigados e operações policiais em redes sociais. A medida foi expedida pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP) e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público nesta terça-feira (2).

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) e o delegado ainda não se manifestaram. O espaço permanece aberto para manifestações.

"O uso de fardamento, armamento, viaturas, distintivos, coletes, tarjetas funcionais, logomarcas, insígnias e demais símbolos institucionais em conteúdos pessoais, promocionais, comerciais, humorísticos, satíricos ou político-eleitorais pode gerar indevida confusão entre comunicação institucional e promoção individual", destaca um dos trechos da recomendação.

O órgão também enfatiza que a exposição de pessoas presas, investigadas ou custodiadas pode comprometer direitos constitucionais, como a intimidade, a honra, a imagem e a presunção de inocência.

Recomendações para o delegado Charles Pessoa

O documento traz recomendações específicas para o delegado Charles Pessoa. 

Criação de regra para proibir uso de redes sociais

O MPPI deu 20 dias para os chefes da segurança (Secretário de Segurança, Delegado-Geral e Corregedor) criarem uma regra oficial para proibir que os policiais usem a imagem da polícia para benefício próprio. Entre as proibições solicitadas, estão:  

Confira a recomendação completa:

Recomendação 04-2026-GACEP.pdf