O governo dos Estados Unidos justificou a aplicação de uma taxa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil com alegações de que o país sul-americano permite o desmatamento. Para Marcio Astrini, do Observatório do Clima, essas análises do governo Trump são infundadas.
Astrini criticou a postura norte-americana ao afirmar que a questão ambiental está sendo usada como pretexto para barreiras comerciais. "O governo Trump virou as costas para a questão ambiental no mundo inteiro, tendo saído do Acordo de Paris", comentou.
De acordo com ele, os EUA estariam se beneficiando ao não adotar medidas de proteção ambiental, como a redução de carbono, e apontou que outros países também desmatam sem sofrer penalizações semelhantes.
Astrini ainda destacou a importância das ações do Ibama no combate ao desmatamento, sustentadas por financiamentos do Fundo Amazônia.
Um estudo do MapBiomas releva que o desmatamento no Brasil caiu para menos de 1 milhão de hectares em 2025, marcando a primeira vez desde 2019 que essa redução ocorreu.
Amazônia e Cerrado foram responsáveis por mais de 84% da área desmatada. No Cerrado, houve uma queda de 16,9% em relação a 2024, enquanto a Amazônia registrou uma redução de 23,5%.
O Pantanal apresentou a maior redução proporcional entre todos os biomas, com uma queda de 48,4% na área desmatada.
O MapBiomas também apontou a agropecuária como responsável por 97% da perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos.