Os líderes do Brics divulgaram, em Nova Délhi, na Índia, a declaração final da 18ª Cúpula. O documento apresenta consensos sobre governança global, comércio, desenvolvimento sustentável, clima e segurança.
Composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Indonésia e Irã, o bloco representa 39% da economia mundial e 23% do comércio global. A declaração evidencia a necessidade de uma governança global mais representativa, defendendo o multilateralismo em tempos de tensões geopolíticas.
O documento destacou o papel estratégico do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o "Banco do Brics", em financiar projetos de infraestrutura. Os líderes incentivam a expansão das operações em moedas locais e o apoio a iniciativas para reduzir desigualdades.
Discussões sobre mecanismos de pagamento também foram abordadas, incentivando sistemas que melhorem a interoperabilidade e segurança das transações internacionais.
Brasil deu ênfase à reforma da ONU e do Conselho de Segurança, prioridade histórica de sua diplomacia. A declaração enfatiza a maior representatividade dos países em desenvolvimento nas instituições internacionais.
Por fim, o documento reitera o compromisso com a Agenda 2030 da ONU, abordando a erradicação da pobreza e a luta contra discriminação racial e xenofobia. A importância do Sul Global em enfrentar desafios econômicos e ambientais também foi reforçada, buscando promover um comércio multilateral mais justo e inclusivo.