O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo iniciam, nesta quarta-feira (16), uma série de reuniões em Washington, nos Estados Unidos, com integrantes do governo do presidente Donald Trump. Os encontros ocorrem um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender a análise sobre a possibilidade de abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, as primeiras reuniões de Eduardo e Figueiredo estão previstas para esta quarta-feira com integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Na quinta-feira (17), a agenda deve continuar com encontros com integrantes da Casa Branca.
Pedido de investigação contra Moraes
A viagem ocorre após a sessão do STF realizada na terça-feira (15), quando o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise de processos relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master.
O pedido de vista permite que um ministro tenha mais tempo para analisar os autos antes de apresentar seu voto. Conforme as regras do STF, o prazo para devolução do processo é de até 90 dias corridos.
A sessão terminou sem uma decisão definitiva. Antes do pedido de vista, houve divergência entre os ministros sobre a possibilidade de os casos de Moraes e Mendonça serem analisados em conjunto ou separadamente. O placar parcial ficou em 4 votos a 3 pela análise separada dos casos.
Eduardo busca novas sanções dos Estados Unidos
De acordo com a apuração do Metrópoles, Eduardo Bolsonaro pretende apresentar aos integrantes do governo Trump informações sobre a sessão do STF e defender novas medidas contra Alexandre de Moraes.
Eduardo e Paulo Figueiredo buscam apoio para que os Estados Unidos retomem as sanções previstas na Lei Global Magnitsky contra Moraes. A iniciativa também inclui a tentativa de inserir Flávio Dino na lista de autoridades submetidas às sanções, segundo a publicação.
Em agosto, os Estados Unidos haviam retirado Moraes e sua esposa da lista de pessoas submetidas às sanções da Lei Global Magnitsky. Agora, Eduardo tenta convencer autoridades norte-americanas a reavaliar a medida.
A movimentação ocorre em meio à repercussão internacional do caso Banco Master e às discussões dentro do STF sobre a possível abertura de investigação envolvendo Moraes. A Corte ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o caso.