Deputado de esquerda lidera eleição no Peru contra Keiko Fujimori, filha de ex-ditador

Com mais de 98% das urnas apuradas, a votação segue indefinida. O deputado de esquerda está à frente da conservadora

Os candidatos Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, e Keiko Fujimori, da Força Popular, disputam voto a voto a eleição presidencial no Peru. A votação foi no domingo (7) e a apuração segue em curso

Às 10h30 desta quarta-feira (10), três dias após os peruanos votarem no segundo turno, com mais de 97% das urnas apuradas, a diferença entre os dois candidatos é de menos de um ponto percentual, pouco mais de 4 mil votos.

O deputado de esquerda, Roberto Sánchez, está à frente com 50,013% dos votos e a conservadora tem 49,987%.

Os primeiros dados oficiais da apuração foram divulgados por volta das 22h de domingo (7) pelo órgão eleitoral peruano: Keiko Fujimori largou na frente, cinco pontos percentuais à frente de Roberto Sánchez.

A diferença entre os dois foi diminuindo à medida que a apuração avançava. Por volta das 7h de segunda-feira (8), Keiko tinha menos de um ponto de vantagem sobre Sánchez.

Às 13h07 de segunda, no horário local, o candidato da Juntos pelo Peru ultrapassou Keiko. Desde então, Sánchez se mantém à frente.

Nesta quarta, 98,207% das urnas do Peru já haviam sido abertas e contabilizadas. Já no exterior, a apuração está em 67,36%, com Keiko Fujimori bem à frente do adversário, com 62,46% dos votos contra 37,54%.

A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode demorar dias. A votação no Peru é feita com cédulas de papel. O país tem 27,33 milhões de eleitores aptos a votar.

Keiko Fujimori, da extrema direita populista, concorre pelo partido Força Popular, legenda que fundou em 2008 para liderar a corrente fujimorista. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, a candidata disputa a presidência pela quarta vez, tendo sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021.

Na votação de primeiro turno em 2026, Keiko obteve 17,2% dos votos válidos. O deputado Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno.

A base de apoio de Sánchez é identificada majoritariamente em zonas rurais e áreas afastadas das regiões urbanas.

Histórico e contexto eleitoral

As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O processo ocorre em um cenário no qual o Peru registrou 9 presidentes em 10 anos, sendo que os mandatos constitucionais deveriam ser de cinco anos.

Dados de pesquisas indicam que 90% dos peruanos manifestam pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional.

Além disso, apenas 10% dos peruanos afirmam estar satisfeitos com a democracia no país, situação que pesquisadores classificam como uma "desconfiança crônica".

Com mais de 98% das urnas apuradas, a votação segue indefinida. O deputado de esquerda está à frente da conservadora

Os candidatos Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, e Keiko Fujimori, da Força Popular, disputam voto a voto a eleição presidencial no Peru. A votação foi no domingo (7) e a apuração segue em curso

Às 10h30 desta quarta-feira (10), três dias após os peruanos votarem no segundo turno, com mais de 97% das urnas apuradas, a diferença entre os dois candidatos é de menos de um ponto percentual, pouco mais de 4 mil votos.

O deputado de esquerda, Roberto Sánchez, está à frente com 50,013% dos votos e a conservadora tem 49,987%.

Os primeiros dados oficiais da apuração foram divulgados por volta das 22h de domingo (7) pelo órgão eleitoral peruano: Keiko Fujimori largou na frente, cinco pontos percentuais à frente de Roberto Sánchez.

A diferença entre os dois foi diminuindo à medida que a apuração avançava. Por volta das 7h de segunda-feira (8), Keiko tinha menos de um ponto de vantagem sobre Sánchez.

Às 13h07 de segunda, no horário local, o candidato da Juntos pelo Peru ultrapassou Keiko. Desde então, Sánchez se mantém à frente.

Nesta quarta, 98,207% das urnas do Peru já haviam sido abertas e contabilizadas. Já no exterior, a apuração está em 67,36%, com Keiko Fujimori bem à frente do adversário, com 62,46% dos votos contra 37,54%.

A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode demorar dias. A votação no Peru é feita com cédulas de papel. O país tem 27,33 milhões de eleitores aptos a votar.

Keiko Fujimori, da extrema direita populista, concorre pelo partido Força Popular, legenda que fundou em 2008 para liderar a corrente fujimorista. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, a candidata disputa a presidência pela quarta vez, tendo sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021.

Na votação de primeiro turno em 2026, Keiko obteve 17,2% dos votos válidos. O deputado Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno.

A base de apoio de Sánchez é identificada majoritariamente em zonas rurais e áreas afastadas das regiões urbanas.

Histórico e contexto eleitoral

As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O processo ocorre em um cenário no qual o Peru registrou 9 presidentes em 10 anos, sendo que os mandatos constitucionais deveriam ser de cinco anos.

Dados de pesquisas indicam que 90% dos peruanos manifestam pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional.

Além disso, apenas 10% dos peruanos afirmam estar satisfeitos com a democracia no país, situação que pesquisadores classificam como uma "desconfiança crônica".