A exposição fotográfica “Piauí Afropindorâmico”, do artista Chico Rasta, ultrapassou a marca de 2 mil visitantes e segue consolidando sua relevância no circuito cultural do estado. A mostra, que reúne registros visuais sobre identidade, ancestralidade e territorialidade afro-indígena no Piauí, percorreu diferentes cidades e espaços culturais, ampliando o acesso do público à arte e à reflexão proposta pelo artista.
Agora, a exposição segue em cartaz no litoral piauiense, no Museu do Mar do Delta do Parnaíba, onde permanece aberta à visitação até o mês de maio. Com classificação livre e entrada gratuita, o público pode visitar a mostra de terça a sábado, das 8h às 21h.
A exposição já passou por importantes equipamentos culturais, como o Museu Histórico de Oeiras – Sobrado Major Selemérico, o Museu das Letras do Piauí – Casa Odilon Nunes, o Museu Indígena Anizia Maria dos Povos Tabajaras e Tapuio-Itamaraty e o Memorial Esperança Garcia. Em cada parada, a mostra despertou o interesse do público ao evidenciar narrativas muitas vezes invisibilizadas, valorizando a diversidade cultural do estado.
“Piauí Afropindorâmico” propõe um mergulho sensível nas raízes afro-indígenas, por meio de imagens que dialogam com memória, resistência e pertencimento. Chico Rasta destaca que o projeto nasce do desejo de “recontar histórias e fortalecer identidades a partir do olhar de quem vive esses territórios, valorizando personagens, símbolos e paisagens que compõem a riqueza cultural piauiense’, comenta o artista.
A iniciativa é uma ocupação artístico-cultural realizada pela Ba-Obá Audiovisual e conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e do Governo do Piauí, por meio da Secretaria da Cultura (Secult). O apoio institucional tem sido fundamental para garantir a circulação da exposição e democratizar o acesso à produção artística contemporânea.
Em Parnaíba, a expectativa é de que novos públicos continuem sendo impactados pela força estética e política da mostra. A visita se torna uma oportunidade não apenas de contemplação artística, mas também de reflexão sobre identidade, história e diversidade cultural.
Para quem ainda não conferiu, a exposição segue como um convite aberto: conhecer o “Piauí Afropindorâmico” é também revisitar o passado, reconhecer o presente e imaginar futuros possíveis a partir das raízes que sustentam o território.