Aos 40 anos de história, a Universidade Estadual do Piauí (Uespi) amplia sua atuação em duas frentes: a internacionalização e a expansão da oferta de ensino superior no interior do estado. Entre os novos projetos estão um intercâmbio com uma universidade da China, a implantação do Instituto Confúcio em Teresina e a criação de quatro novos campi em municípios piauienses.
As iniciativas foram apresentadas durante uma sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) em homenagem aos 40 anos da instituição. A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Francisco Limma (PT) e reuniu representantes da universidade e autoridades.
Segundo o reitor Paulo Henrique Pinheiro, a internacionalização deve se tornar uma estratégia permanente da Uespi. Em novembro, 24 estudantes e seis professores da universidade participarão de um intercâmbio na Fujian Normal University, na China.
A parceria prevê ainda o desenvolvimento de pesquisas conjuntas e ações de mobilidade acadêmica entre as instituições. Outro projeto é a implantação do Instituto Confúcio em Teresina, que deverá oferecer cursos de mandarim, atividades culturais e certificações reconhecidas internacionalmente.
Quatro novos campi no interior
Enquanto amplia as conexões com instituições estrangeiras, a Uespi também planeja aumentar sua presença dentro do próprio Piauí. A universidade prevê a implantação de quatro novos campi nos municípios de Barras, Paulistana, União e Valença.
A expansão segue uma das características históricas da instituição, criada justamente com a proposta de ampliar o acesso ao ensino superior para diferentes regiões do estado.
Ao longo das quatro décadas, a Uespi consolidou um modelo multicampi e passou a oferecer formação em áreas que vão além da licenciatura. Atualmente, a universidade possui cursos e atividades relacionados a setores como saúde, tecnologia, direito e ciências agrárias.
Mais de 100 mil piauienses formados
De acordo com os dados apresentados pela universidade, a Uespi já contribuiu para a formação de 109 mil graduados e mais de 14 mil pós-graduados no Piauí.
A instituição também passa por uma ampliação do quadro de servidores. Segundo a reitoria, o governo estadual já nomeou 47 professores e 12 técnicos aprovados no último concurso público.
A universidade também prevê a realização de um novo concurso. A proposta orçamentária de 2026 inclui previsão de vagas para professores e técnicos.
Além da formação acadêmica, a Uespi destaca a atuação em projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos diretamente com comunidades piauienses.
Pesquisa e extensão nas comunidades
Durante a sessão solene, o deputado Francisco Limma destacou a contribuição da universidade para áreas como agricultura familiar, saúde, educação, cultura, meio ambiente e inovação.
“São milhares de projetos desenvolvidos junto às comunidades, fortalecendo a agricultura familiar, a saúde, a educação, a cultura, o meio ambiente, a inovação e o desenvolvimento regional”, enumerou.
Engenheiro agrônomo e defensor da agricultura familiar, o parlamentar também ressaltou a relação entre a produção científica da universidade e as comunidades rurais do estado.
“A pesquisa produzida pela Uespi chega às comunidades rurais, apoia pequenos produtores, fortalece a assistência técnica, incentiva práticas sustentáveis e ajuda a construir soluções adaptadas à realidade do semiárido.”
Investimentos ultrapassam R$ 150 milhões
A expansão acadêmica ocorre paralelamente a investimentos na estrutura física da universidade. Conforme informações da reitoria, mais de R$ 150 milhões foram aplicados desde 2023 em obras, modernização dos campi, aquisição de equipamentos e ampliação do quadro de servidores.
A universidade, que nasceu com a missão de democratizar o acesso ao ensino superior no Piauí, chega aos 40 anos combinando a ampliação de sua presença dentro do estado com uma agenda voltada à cooperação internacional.
Com os novos campi previstos para Barras, Paulistana, União e Valença, a Uespi pretende ampliar a oferta de ensino superior em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, a parceria com a China abre novas possibilidades para estudantes e professores piauienses por meio de intercâmbio, pesquisa e mobilidade acadêmica.
A estratégia marca uma nova etapa na trajetória da instituição, que busca manter a interiorização como uma de suas principais características, mas passa também a investir em conexões acadêmicas além das fronteiras do Piauí.