A Prefeitura de Teresina iniciará no próximo sábado, 1º de agosto, uma série de mutirões de limpeza para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. A primeira ação acontecerá no bairro Pirajá, na zona Norte da capital.
A força-tarefa reunirá equipes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte (SDU Norte) e da Entidade Autárquica Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb).
Inicialmente, estão previstos cinco mutirões aos sábados em áreas consideradas prioritárias. Os locais foram selecionados com base nos dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os bairros com maior concentração de focos do mosquito. A Prefeitura ainda não divulgou o calendário completo nem os bairros que receberão as outras quatro edições.
Limpeza no Pirajá começa antes do mutirão
A preparação para o primeiro mutirão começará na quinta-feira (30) e continuará na sexta-feira (31). Durante os dois dias, equipes da SDU Norte realizarão serviços de capina e limpeza no bairro Pirajá. Os moradores devem aproveitar esse período para limpar quintais, áreas externas, corredores e terrenos. Materiais sem utilidade que possam acumular água deverão ser colocados nas calçadas para serem recolhidos pelos caminhões durante a ação de sábado.
Entre os objetos que podem ser retirados estão móveis inutilizados, recipientes, garrafas, pneus, baldes, latas, embalagens, pedaços de plástico e carcaças de eletrodomésticos. A orientação é que o material seja colocado na calçada antes da passagem dos caminhões. O descarte depois da coleta pode deixar resíduos nas ruas e reduzir a eficiência da operação.
Maioria dos focos está dentro das residências
De acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde, Leopoldina Cipriano, aproximadamente 80% dos focos do Aedes aegypti identificados no município estão dentro das residências. O número reforça a importância da participação dos moradores. Mesmo com a atuação das equipes públicas, a prevenção depende da vistoria frequente de quintais, caixas-d’água, vasos de plantas, calhas, ralos, bebedouros de animais e outros locais onde a água pode ficar parada.
Mutirões devem percorrer áreas prioritárias
As cinco edições serão realizadas em bairros apontados pelo LIRAa como áreas prioritárias. O levantamento permite que os agentes de saúde identifiquem os recipientes e ambientes onde estão concentrados os focos do mosquito. A partir das informações, a Prefeitura pode direcionar agentes de combate às endemias, equipes de limpeza e caminhões para os locais com maior necessidade de intervenção.
Como evitar focos do mosquito
O mosquito se reproduz em recipientes com água parada. O ciclo entre a colocação dos ovos e o desenvolvimento do inseto pode ocorrer em poucos dias, o que exige uma verificação semanal dentro e fora das residências.
Entre as medidas recomendadas estão:
manter caixas-d’água e outros reservatórios devidamente fechados;
retirar água acumulada nos pratos de vasos de plantas;
limpar calhas e ralos;
guardar garrafas com a abertura voltada para baixo;
descartar corretamente pneus, latas e embalagens;
lavar regularmente os recipientes de água dos animais;
manter piscinas tratadas e cobertas quando não estiverem em uso;
eliminar objetos que possam acumular água no quintal;
permitir a entrada dos agentes de combate às endemias devidamente identificados.
Dengue, zika e chikungunya
O Aedes aegypti transmite doenças que podem provocar complicações graves. A dengue geralmente causa febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele, cansaço e falta de apetite. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento, tontura e fraqueza exigem avaliação médica imediata. A orientação é evitar a automedicação, principalmente com medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento. A zika pode causar febre baixa, manchas avermelhadas, coceira, dor nas articulações e conjuntivite. A doença exige atenção especial durante a gestação. Já a chikungunya é caracterizada principalmente por febre e dores intensas nas articulações, que podem persistir por longos períodos.